domingo, 31 de maio de 2015

Surface verano ( 10): Herling-Grudzinski explica o básico aos saudosistas

INTERVIEWER
What was so captivating about The Captive Mind, apart from it being so beautifully written?
HERLING
Intellectuals, particularly foreign intellectuals, were happy finally to have a book that explained things, and explained them in such a way that didn’t criticize or indict or offend writers and intellectuals, people of their own milieu.
INTERVIEWER
Strange that people whose business it is to think should be so eager to have someone else think for them.

HERLING
The behavior of the intellectuals before the war, during the war and after the war with respect to fascism, communism, and other forms of totalitarianism of various descriptions was not very respectable. So they were happy to have Milosz’s book, to have their behavior absolved, if not validated. Because to have something like Ketman or the New Faith is certainly preferable to listening to me telling them that they had betrayed themselves for career and family. Not that the Poles were alone in this. The behavior of writers and intellectuals in Italy during the Fascist reign was the same thing. They should be ashamed of what they wrote, especially because they weren’t writing out of any genuine conviction of fascism’s merits. They were merely trying to advance their respective careers. To some extent it was the same with German writers under the Nazis. Thomas Mann wasn’t sure about what choice to make.

(vê aqui se não conheces.)

Esto ya no és Charlie

Si fuera Maomé no pasa nada?

sábado, 30 de maio de 2015

Os anjos de Gabriel

Há gente tão idiota ( estes e os calimeros verdes da agit prop) que faz o Gabriel parecer inteligente ( Maomé perdoe).
Se ao menos tivesse havido um penalty ou um golito  mal invalidado, ainda se percebia que fizessem do Gabriel um portento da retórica, mas por causa da expulsão do campeão das expulsões do Marítimo, mete dó.

(no  the dogs bark ans the caravan goes by, mais um caneco, um tetracaneco)

A vida é bela

A FIFA é o novo Vietname e Putin o nosso  profeta.
Temos de acarinhar estes textos alternativos, não é todos os dias que lemos uma  tão vigorosa defesa de uma Rússia esparramada em cima de negócios fabulosos e  ultra-capitalista.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Surface verano ( 10 ): a negação é uma afirmação

Surface verano ( 9)

Casal admirável? Talvez, mas não necessariamente.
A foto não é deles. Imaginem que ela é lisa como uma tábua, sem  um dente da frente e com uma cara de lula cruzada com telescópio; e que  ele  é careca, vesgo  e gordo como um hipopótamo.
Nessa hipótese, não só contrariaram  a mãe Natureza - que lhes fez sinais de luzes para separarem as camas - como trataram o  sexo pior do que o gajo do IRS nos trata.

Surface verano ( 8)

E o Barben? Os LGBT não têm direito ao bastão, ao binómio cinotécnico, aos reféns?
Falta muita triangulação, falta muita triangulação...

What's new pussycat?

Paraísos  socialistas financiados por beneméritos do pós- Komintern? Como, por exemplo, açúcar  a sair  ao dobro do preço e petróleo a entrar  a metade?
Ainda assim, há muito boa gente que  eu gostaria de lá ver viver uns aninhos.

Surface verano ( 8)

Ora:"(...)injured koalas were euthanized (...)".
Estou cá  a pensar  que se os koalas são eutanasiados, então as galinhas, as moscas, as formigas  e os vitelos são assassinados.
Por outro lado, o touro de lide passa  a ser também eutanasiado, o que permitirá o regresso dos matadores, agora na pele de anestesistas.


quinta-feira, 28 de maio de 2015

Excelente, mas

Lamechas é tua tia, pá...

Estratégia

Dever ser prémio por causa dos 30 milhões.

Chuchadeiras

Ora não faz mal nenhum, ora era um problema dos diabos.
Não havia dados novos, afinal há dados novos.
Bem, estive a rever o inacreditável processo da Cova Beira: se aí não conseguiram nada, neste muito menos conseguirão.

Modo

Se vem  o Peseiro, cancelo a Benfica TV.

Xibalba e cinzas

No Manual, no Depressão Colectiva.

O vírus de Viana

Vai-se ao DN, à TSF  e a outros e, exceptuando uma notícia a meio dos telejornais da RTP e da SIC,  nada. Desapareceram os estaleiros navais de Viana do Castelo.
Deve ter  lá havido coisa da grossa e querem-nos poupar a mais desgraças. Uns queridos.

Surface verano 7: "esses boys conhece Marx, nós conhece a fome"

terça-feira, 26 de maio de 2015

Surface verano ( 5)

Quero contratar esta mulher para fazer crítica de cinema  no jornal que tenciono falir ontem: "faz parte do code dress uma arma".  Escreve  bem, é ácida e depois a coisa com  a cesta de roupa....
Preocupado com a lesão do Sálvio, não me lembro do nome da bimba que escreveu o Sei Lá, mas vocês apanham a coisa: tudo ligação directa. É rara a ambiguidade do senhor de Seingalt : In three days time I provided the mother and daughter with their outfit ( cap XV).

Surface verano ( 4)

Tens de dizer mal, burro. Os patriotas  só passam  a dizer bem a partir de Outubro e nessa altura só  o PCP fica  a dizer mal.
Irra que é estúpido...

Emicida e Passo Torto

Terapias alternativas, no Depressão Colectiva.

Entre os cães e o lobo, estou pelo lobo ( J. Verger):

Estamos em campanha eleitoral, mas  num PREC  mediático. Nas últimas legislativas aconteceu o mesmo. A Tvi era um canal anti-Sócrates e a SIC exibia um bertoldo que se queixava de conversas ouvidas em restaurantes e exibia t-shirts no parlamento. Os podengos, uma vez no rasto, não largam.
O modus faciendi da TVi e da SIC . Primeiro dão as notícias da coligação: divergências, rupturas à vista, comentários do jornalista  em tom sardónico e opinativo. Depois aparece A. Costa: peça limpa, declarações sem incómodos,  voz do jornalista em tom institucional e  sem sombra de pecado.
Em benefíco da profilaxia da raiva, prefiro um polícia com um bastão a um jornalista-cão.

Surface verano ( 3)

Pedro, o Cru, versão pulque.
Quando comecei a estudar isto, os mexicanos ainda eram simples moços de recados dos cartéis colombianos  de Montoya Sanchez e dos manos  Orejuela.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Surface verano ( 2)

A fêmea do  urso polar  acasala na Primavera mas só engravida no Outono ( a implantação do ovo é retardada). Coisas da mãe  natureza.
Nós, claro, tínhamos  de inventar o faça  você mesmo.

Surface verano ( 1)

Tudo corre muito bem.
A guerra às drogas é a melhor guerra do mundo: todos  ganham, é eterna e tem apoio popular.

Patafísica nacional

Foi  com orgulho, como velho admirador de Boris Vian, que registei estas palavras do dr. João Galamba: "A segurança social estava muito bem antes  de este governo ter entrado em funções".
Ou seja, estávamos  falidos, com 700.00 desempregados, envelhecidos, mas socialmente muito seguros.

What's new pussycat?

Manuel Loff ( Público, sábado), estelífero historiador,  diz que os conservadores ingleses ganharam porque o sistema não é democrático.
Concordo. Democracia, o poder do povo ( por acaso era o poder do recenseamento, mas enfim...) era na Venezuela, onde Chaves falava três horas na TV no dia das eleições antes das urnas fecharem, e em Cuba, onde só existe um partido: o povo tem o poder de votar ou não votar. Isso é que é.

Próxima contratação de Bruno de Carvalho:

Com cláusula de rescisão de 50 milhões. Para vencer, por um clube eclético, na modalidade que conta.

A decadência da decadência dos blogues

Claro que é muito mais fino dizer que isto está tudo uma porcaria, que dantes é que era bom, enfim, pôr  a touca  no cabelo enquanto se apara a barbicha.
Ou então  ir aqui. E  aqui.

domingo, 24 de maio de 2015

A verdade da confiança

No Manual, no Depressão Colectiva.

O estilo rococó

Rui Cardoso Martins assina, hoje, na revista do Público,  um extenso texto em que só necessita de umas  centenas de linhas para dizer o mesmo que   uma pessoa menos capaz levaria  uma linha inteira a escrever: Passos é merda.
 Não se percebe bem por que RCM gastou tanto papel: qualquer que fosse o estilo de escrita, a biografia seria, para RCM, sempre  uma merda, uma vez que o biografado  é uma merda. Enfim, mistérios de um jornal culto e de referência que gosta de floreados.

Mais linchamentos não-virtuais

O que é preciso é sermos cultos, humanistas e civilizados: toma lá um gelado que isso passa.

Há os linchamentos virtuais e há estes:

A Argentina  é um país muito avançado em direitos LGBT ( adpoção e casamento same sex), um país hiper-católico e campeão da psicanálise  e psicologia
Deve ter sido um caso isolado, o deste juiz. Temos  de acreditar.

O Marquês: Portugal explicado

A culpa é do Fernando Medina, da polícia de intervenção que foi  sem capacetes e de um polícia que fez um gesto obsceno.
A culpa é definida pelo tom dos apresentadores dos telejornais, pelos temas que escolhem para os abrir,  pelos  aspectos que escolhem para introduzir o assunto, do debate que é preciso fazer. O resto do gado vai atrás.
Que há anos a fio as bestas incendeiem bancadas de estádios, esfaqueiem  pessoas e  destruam estações de serviço, tudo sempre  filmado, com os protagonistas bem identificados, enfim, isso é para continuar. Calmamente.



quarta-feira, 20 de maio de 2015

Até

Segunda-feira e prometam ao Costa que votam nele.

Nível

Prometemos:

1) Liquidar todas as hipotecas inferiores a 100.000 euros.
2) Nacionalizar a TAP.
3) Reduzir as propinas universitárias em 50%.
4) Transportes públicos gratuitos  e universais.
5) Acabar com as taxas moderadoras.
6) Acabar com os exames de alunos  e professores.
7)  Pôr um polícia em cada prédio e meio polícia em cada moradia.
8) Pagar metade da quinzena de férias em hotéis de  3 estrelas a todos os  funcionários públicos.
9) Aumentar o salário mínimo para o máximo.
10) Reintroduzir os governadores civis que tanta falta nos têm  feito.
11) Subsidiar as rações de gatos, cães  e periquitos em 61%.
12) Subsidiar a paleodieta em 50%.
13) Subsidiar os fiambres e os patés em 65%.
14) Proibir o álcool em recintos abertos.
15) Pagar metade do preço da cerveja ( tem vitamina B)em todos os festivais da juventude.

Boa foto de António Costa, muito boa mesmo

Ao lado do pomposo saco de vento  que declarou "muito grave" a consulta das escrituras  das casas de Sócrates.

Ganhar balanço

1) A mesma fonte disse à agência Lusa que o jovem pretendia, com estas práticas, ganhar experiência, tendo posteriormente confessado os atos.

2) Está à procura de “tentar novas formas de fazer política” mas também algum “cansaço” sobre o estado atual do país.

O ai Jesus do Sporting

Jorge Jesus no Sporting é bom.

1) É bom para ele, porque é o clube da primeira divisão mais parecido com o Estrela da Amadora, o do coração de JJ.

2) É bom para o Sporting, porque  veremos regressar ao futebol português  monstros sagrados como Roberto,  Melgarejo e  Bebé.

3) É bom para Bruno de Carvalho, porque vai ter um interlocutor à altura paras as análises sobre nádegas, macacos  do Marco e outras imperscrutabilidades da  sintaxe.

4) É bom para os benfiquistas porque passaremos a ter um treinador  cujas opções podem finalmente voltar a ser criticadas pelos media.

terça-feira, 19 de maio de 2015

A velha ordem, a nova ordem e os idiotas úteis


Lembrei-me deste cartoon de Angeli ao ver como Paulo Moura  ( Público) e  Ana Lourenço ( SIC-n) se têm  deliciado com a compreensão e o respeito que  Jaime Nogueira Pinto vota a Bin laden enquanto sublinha que as democracias por vezes elegem não-democratas.
Nada de novo, vem  de  há  muito  esta  compreensão que a extrema-direita, católica e integrista,  europeia dedica aos movimentos islâmicos radicais. O ódio à libertação feminina, à desmoralização da sociedade , aos gays e aos judeus, bem como o amor ao respeitinho, como se constatou nas reacções ao ataque ao Charlie Hebdo. Nem a actual perseguição aos cristãos os faz hesitar. Como dizia um conhecido alemão, quando a plaina trabalha caem sempre  algumas aparas.
Quanto aos  idiotas  úteis, fascinados com tudo o que possa beliscar Israel e os EUA, batem palminhas. Tão desconfiados das grandes narrativas simplistas e aceitam sem pestanejar o orgasmo da aluna de ciências políticas  com Jeb Bush: "Fomos nós ( EUA) que criámos o Estado Islâmico com a invasão do Iraque" . Era bom era.

Porrada neles

Simplificando muito, há duas falsas soluções para a violência policial de que tanto se tem falado nos últimos dias.
Uma é aquela a que poderíamos chamar de direita: os excessos da polícia são condenáveis, mas não demasiado. O uso da força pelos representantes da lei implica sempre o risco de excesso, mas, como resposta ao uso da força à margem da lei, é tolerável e, de algum modo, inevitável. Pior seria a passividade policial, a violência descontrolada, a desordem, etc. Entre dois males, tolera-se, portanto, o abuso da autoridade porque nos defende de males maiores. Esta atitude é muito pouco tranquilizadora porque o abuso de autoridade é, em si próprio, ilegítimo e não é por estar ao serviço do Estado que se torna legítimo. Mais: o poder torna-se ilegítimo na medida em que recorre ao uso desproporcionado ou arbitrário da força, pois perpetua a injustiça que diz combater. A teoria política, da democracia antiga ao constitucionalismo moderno,  tem uma velha e execrada palavra para isto: tirania. Um Estado de direito, por definição, é aquele em que todos, incluindo os titulares do poder, se submetem à lei. O abuso de autoridade nunca é um mal menor. Pelo contrário, é muitas vezes a origem dos maiores males. Talvez não seja um preciosismo relembrar que é precisamente a razão invocada pela Gloriosa Revolução inglesa ou pela Declaração de Independência americana para pegar em armas contra a autoridade. 
A esquerda oferece uma solução diametralmente oposta. Sempre reactiva ao poder, sobretudo quando o poder não está nas suas mãos, desconfia do uso da força pelo Estado. Desculpa os alvos da repressão policial, tenham ou não culpa, do mesmo modo que a direita desculpa as forças da ordem. Aliás, o conceito de culpa tem, para a esquerda, uma extensão muito mais específica. Está associado à farda, como se a farda já fosse um crime. Por uma razão óbvia: a farda é o braço armado da situação, do poder vigente, do trono e do altar, e sê-lo-á enquanto não fizermos a revolução e instaurarmos a utopia. Talvez seja uma memória geológica do tempo em que a PIDE e a GNR perseguiam o povo ao serviço da ditadura, ou talvez seja a mera desconfiança soixante-huitard da autoridade. No triste episódio de Guimarães, os inquéritos oficiais (três) ainda mal começaram, mas a condenação do agora célebre subcomissário Silva já é unânime. Quanto aos acontecimentos do Marquês, é mais difícil simpatizar com hooligans do que com um pai de família que só levou o filho ao futebol, mesmo se do outro lado está o Corpo de Intervenção. Mas não tardará muito até que alguém venha explicar o sempre revolucionário arremesso de pedras contra os gendarmes (sous le pavé la plage, e tal) com a austeridade, a troika, a coligação, a sociedade repressiva do povo carnavalesco ou outras perversões do capitalismo. Esperem pelo Professor Boaventura.
Ou talvez não seja preciso, porque José Vítor Malheiros, um colunista em geral razoável apesar do viés canhoto, atira hoje no Público a mais sectária acha para a fogueira que tenho lido sobre a matéria. A crónica segue pelo previsível caminho de verberar em bloco a actuação policial (com alguns pormenores demagógicos pelo meio), mas, lá para o fim, desvia a sentença para o Governo, como não podia deixar de ser. É que "convém a certas forças políticas que os portugueses tenham medo de sair à rua, de protestar, de defender os seus direitos, que se habituem a excessos por parte das autoridades, que se habituem a que as autoridades nunca sejam escrutindas e sancionadas. O homem agredido no domingo não é, infelizmente, primo da ministra Anabela Rodrigues. Mas, num país democrático, a polícia não pode estar ao serviço das agendas políticas deste ou daquele grupo ou das preferências de classe dos governantes".
E pronto, está explicado: a culpa da porrada na bola é de Passos e Portas. Mesmo sem ter a coragem de o dizer abertamente, Malheiros insinua que a Polícia malha nos povo porque o Governo malha no povo. Claro, claríssimo. Não fossem o vil nepotismo e o ódio as pobres dos lacaios da burguesia que nos oprimem, e o bom povo português festejaria a vitória do Glorioso em liberdade, igualdade e fraternidade, talvez com algumas pedras pelos ares, é certo, mas nada que justificasse a tirânica repressão.
Politizar casos de polícia é mau sinal, mas isto é outra coisa. É puro desespero. Não há  mesmo mais nada a dizer contra a direita?  

O manto

Escavador

Um problema novo: crie-se uma comissão de trabalho.

O Sr. Deputado referiu-se nomeadamente, ao facto de não se responsabilizarem os autores dos possíveis distúrbios nos recintos desportivos. Mas como pretende o Sr. Deputado que isso se faça? Colocando eventualmente um polícia junto de cada espectador?

Repetição, insatisfação

No Manual, no Depressão Colectiva.

Sempre histéricos, sempre impotentes

Num país em que um Madureira super-dragão  publica um livro a descrever, com  orgulho,   a bandalheira que a claque faz ( e o Expresso deu-lhe honra de capa da revista), em que centenas de vezes as estações de serviço das autoestradas são assaltadas e destruídas, em que adeptos são esfaqueados, enfim, em que a baderna geral dos adeptos é regra, o episódio  que suscitou "a reflexão sobre a violência no futebol" foi o de  um polícia a bastonar um adepto.
Agora vão passar ao hóquei.

O Prof Al. D. Rabon explica o crime de Salvaterra de Magos

Com ajuda do meu colega Pedro Santos Guerreiro ( estudámos  juntos a influência da austeridade  no comportamento sexual do  Vibrio cholera), aqui criticado  por um imbecil das redes sociais:
  

É evidente que é de associar à troika, a austeridade  e à biografia de Passos Coelho. 
Quando o Vítor Jorge matou aquela gente toda na praia do Osso da Baleia, ou quando morreu aquela gente toda no Mea Culpa, em Amarante,  qualquer idiota compreendeu que um dia a troika revelar-nos-ia a verdade.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

O Prof. Al D.Rabon explica a violência no futebol

Isto aconteceu porque  os jovens são telepatas e sabiam  que daí a um bocado  a polícia ia agredir um pai em frente aos filhos. É o que chamamos composição diferencial do radicalismo de classe por telecinésia.
Já  os acontecimentos no Marquês são explicados pela urdidura de autismo comunitário que uma sociedade criminógena dedica às  franjas ostracizadas da ditadura neoliberal. Jovens, aos quais   o futuro do passado  foi roubado, enviam garrafas contra os cães de fila  do poder num êxtase simbólico da cripto-narrativa do homem náufrago.
No fundo, a alienação provocada pelo psico-útero do espectáculo tem apenas por finalidade  isolar os partisans tecno-urbanos, verdadeiros heróis populares da resistência contra o domínio da máquina trituradora  da esperança  e da liberdade.


Vai correr tudo bem:

Muito bem.

Em poucas linhas ( o que é sempre bom)

O que há para dizer.

Sabem por que razão isto continua ano após ano?

E de forma impune?
Porque não são pretos doidos num centro comercial nem grevistas irados  dentro da sala do administrador.

Casamentos e funerais

No Manual, no Depressão Colectiva.

Palavra de honra?

Inês de Medeiros  numa reunião do grupo de Bildeberg, essa lura de conspiradores neoliberais que esvaziaram de poder as nações ?
Ná... Deve lá ter ido atirar confettis.

domingo, 17 de maio de 2015

Obrigado, Jorge Nuno


Por teres escolhido um Carlos Queirós basco.
E obrigado também porque ainda vais  ter de pagar o segundo prémio ao Guimarães( o empate).

Obrigado, Porto, da rotunda da Boavista ao aeroporto Sá Carneiro: com tudo e com todos

E no resto do norte e no centro e no sul.
Centenas de milhar de  pessoas de ambos os sexos a dançar e  a cantar  nas ruas, numa noite quente, e não há notícias de sexo em grupo.

PS: há sempre um Forrest Gump num facebook  perto de si.

E é isto

Pelo Pedro Correia.
A defesa do Sporting não passa pelo indescritível  culto da personalidade.

"É licenciada em matemáticas"

Um ex-amigo do Marco resolveu ( alguma coisa que ficou por pagar?) finalmente  mostrar a ascensão do azeiteiro. Agora é continuar a esfurancar  nos vazadouros municipais.

sábado, 16 de maio de 2015

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Cesse tudo o que a musa antiga canta

Talvez seja da comunhão de destinos com o animal feroz, mas parece haver uma inexorável lei comum aos mais ardentes defensores de Sócrates: tarde ou cedo, recorrem gloriosamente ao vernáculo para dizer de sua justiça.
Primeiro foi o Dr. Soares, pai da pátria e mestre da língua. Perante o desaforo cósmico de ver um ex-PM socialista atrás das grades (o que já não se via desde o amigo Craxi), acusou sem temor nem rebuço "a malandragem" responsável por tal infâmia. A malandragem, supõe-se, inclui o juiz Carlos Alexandre ("ele que se cuide"), o Ministério Público cúmplice, o Presidente da República demissionário, o maquiavélico Governo, o Cardeal-Patriarca e todos os portugueses não inteiramente convencidos da santidade de Sócrates. E os que ainda não foram a Évora, claro. Malandros.
Depois foi o Dr. João Araújo, brilhante causídico que também fala muito. Entre dois pedidos de habeas corpus, incomodado com a presença de jornalistas na via pública, saiu-lhe um genuíno desabafo contra "esta gajada" das notícias. Não sem antes ter dedicado a Tânia Laranjo, do Correio da Manhã, a memorável e churcilliana réplica "A senhora cheira mal, vá tomar banho!" Um clássico instantâneo da legítima indignação, ao pé do qual os sms de António Costa à restante gajada não passam de redacções infantis sobre a Primavera.
Mas a portentosa aparição de Sofia Fava, ex-mulher de Sócrates - ou, como ela diria, mãe dos seus filhos -, alcandorou a retórica pró-socrática a épicos patamares. Acometida de justissíma fúria contra a Procuradora-Geral da República por aquilo nós sabemos, descreveu-a como "esta pega, feia, gorda, invejosa, nojenta, salazarenta, cretina e complexada". Hesito, confesso-vos, sobre o que será mais admirável: se a criatividade dos apodos, se a cadência demolidora da enumeração, se o genial uso do eufemismo "pega", se aquela vírgula entre o substantivo e o adjectivo, se a delicada rima interna em "enta", se a vigorosa aliteração final do "cre" e do "com", se a subtil sugestão de que ela, ah!, ela, mãe dos filhos de Sócrates e mensageira do seu ânimo filosófico, sabe dos demónios interiores da perversa magistrada aquilo que nós nem sonhamos.
É, pois, oficial. A menos que José Lello mande o director da cadeia de Évora levar no pacote, ou que Isabel Moreira clame contra a evidente inconstitucionalidade de Sócrates estar preso apenas porque "é sexy, porra!", ou que os Abrantes revelem por fim ter Passos Coelho nascido de um blind date entre a Merkel e o Bin Laden no Congresso da Figueira da Foz, julgo impossível superar as alturas a que Sofia Fava elevou a apologia de Sócrates. "Cesse tudo o que a musa antiga canta/ que outro valor mais alto se alevanta". Se me permitem a banalidade.

Notas do fim


1) Festejarei domingo, ou na última, porque a azia causada  a dado momento por uma direcção ou um treinador nunca interrompe o  Benfiquismo essencial. E é uma  azia terrível, diante das exibições patéticas na Champions, contra os maiores rivais ou, de um modo geral, contra qualquer equipa média-forte.
O Benfica de JJ é um rufia  valentíssimo contra o caixa-de-óculos do bairro e que mete o rabo entre as pernas se encontra o homem  do quiosque. A azia chega a  um ponto obsceno quando recordo as oportunidades dadas a Melgarejos ou  Emersons e o dinheiro gasto com Cristantes,  Funes Moris  e dezanove defesas -esquerdos em seis anos, enquanto o Bernardo Silva e o André Gomes vendem camisolas noutras fronteiras.

2) Ao contrário de alguns correligionários meus, não estou muito inclinado a sorrir com a previsível chegada  de Marco Silva. Escrevo pouco sobre aspectos técnico-tácticos porque sou de outra galáxia ( estou em 6ª no ranking europeu do FM), mas adianto que o homem me parece:

a) um paralítico na leitura do jogo ( reage tarde e quase sempre  mal) ,
b) um incompetente  contumaz  na preparação de cantos e livres defensivos,
c) um burocrata temeroso na organização atacante: se tem o Slimani  só manda centrar para o argelino; se não  o tem, quer à força que o Montero faça de Slimani.

Mais dias de lixo

E estas coisas são sempre ditas com aquele ar de superioridade moral pós-74, antes ou depois do ápodo  "fascista".
É incrível como continua esta farsa apoiada pelos media chavistas. Muito bom povo somos para suportar esta infecção.

Anna Langfus, perdidos e achados

No Manual, no Depressão Colectiva.

Linchamentos premeditados

  
Por cá, os  bandidos organizados   fazem comunicados e definem fronteiras.  Em Inglaterra (terra de bárbaros onde parece que há linchamentos de  pedófilos  todas as semanas), bandidos como estes de Guimarães ( e outros, são todos iguais)  não entram num estadio há anos.
Desta vez muito bem  o calimero Edmundo: a ler.

Estado Islâmico da Fox News

Imitem-nos, imitem-nos, estúpidos....

Oras...

O Pacheco Pereira diz isto muito melhor.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Começa hoje, no Museu Nacional de Arte Antiga

A exposição Josefa de Óbidos e a Invenção do Barroco Português.  Tão obrigatória como festejar o título no Marquês. Ou em Guimarães. Ou em casa do Dr. Vicente.

Dissonâncias

"O dia  a dia desmente os dados estatísticos saudados pelo governo, por isso os portugueses não acreditam na melhoria da economia".
É normal. Em 2009, quando fiz campanha nos blogues por Manuela Ferreira  Leite ( na altura uma velha fascista e e retrógrada), os portugueses também não fizeram a ligação entre  a realidade e os números.

Seguro, amigo, regressa para salvar o PS:

Uma perspectiva

"O meu pequeno mundo continua a ir tão bem quanto se pode desejar. A minha mulher consegue amamentar, o que era o meu próprio desejo".

(carta de Schiller a Goethe,  Jena, 12 Julho 1796)

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Chomsky, o canalha sensível

Muito, um encanto, Sobretudo quando escrevia sobre um regime que vigorava desde os anos 50 e no qual todas as revistas literárias eram proibidas ( a Nhan Van , "Humanismo", teve  a existência de um pirilampo) . E  onde, em 1958, ainda sem a desculpa  da agressão imperialista,  476 trabalhadores intelectuais ( colegas de Chomsky) , sabotadores da frente  ideológica, foram enviados para campos de reeducação ( Courtois, 1977):


Razão tinham Musil e Cipolla

A quantidade de estúpidos existente  é subvalorizada. Reparem  como esta mulher consegue dar razão à pessoa que  insulta:

"Esta pega, feia, gorda, invejosa, nojenta, salazarenta, cretina e complexada, acha que dizer mal dos outros no FB não tem mal nenhum."

Também vai dar linchamentos e justiça popular?

"Fumar pode matar o seu filho antes de ele nascer”.

Casanova e telescola

No Manual, no Depresssão Colectiva.

Summum jus, summa injuria

Pois eu também não tenho notícia de ondas  de linchamentos, mas tenho disto:

Este assunto mostra duas coisas:

1) A imagem que os bem pensantes têm dos cidadãos portugueses: uma corja de neandertais.

2) Se  houvesse centenas de homossexuais violados e agredidos todos os anos, a simples oposição a qualquer medida preventiva, ainda que imperfeita, seria considerada  homofobia.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Sair da zona de conforto, como diz o PM

Até há alguns meses, a minha intenção de voto nas próximas legislativas era diáfana. Não havendo hipótese de a actual maioria vencer as eleições, não podendo eu votar à esquerda porque me faz mal ao fígado e não albergando qualquer sentimento favorável a Passos e Portas, a única alternativa era a abstenção. Sucede que, nos últimos tempos, as coisas mudaram. Começa a vislumbrar-se a possibilidade real, ainda que distante, de PSD e CDS, de novo coligados por SMS, venderem cara a derrota e talvez, até, de comprarem cara a vitória. O triunfo dos conservadores no Reino não muito Unido veio dar um curioso alento à futurologia contrafactual ( e se?...).
Donde, estou agora na posição de ter que sair da zona de conforto em que esta legislatura me situou, a saber, uma violenta abstenção, para considerar seriamente o voto no casal mais disfuncional da história desde a Liz Taylor e o Richard Burton. Já sabemos o que o PS nos trouxe: Portugal na bancarrota e Sócrates na prisão. Se houver alguma esperança, por ténue que seja, de fugir a este passado, arrastarei a má vontade até à urna mais próxima e votarei por outros quatro anos de Quem Tem Medo de Virginia Woolf? Aviso já que é uma decisão irrevogável.

E ei-lo que volta

E ei-lo que volta, o aborto. É um tema que nos divide, agora menos, porque somos gente civilizada e não gostamos de debater estas coisas à mesa. Fiquemos pela TAP, pelas eleições britânicas ou até pelos africanos que morrem no Mediterrâneo. Aí concordamos. Ou a discordância é aceitável. Quanto ao aborto, perdão, à interrupção voluntária da gravidez, o progresso tem sentido único e só os fanáticos não vêem que uma criança de doze anos violada pelo padrasto deve ser livre de decidir que a outra criança, a de cinco meses, está a mais na história. Que não passa de um conjunto de células, embora, aos cinco meses, um conjunto de células seja teimosamente viável.  Para quê reabrir um debate ultrapassado se todos os comités de sábios do Santa Maria, com base em todas as escalas de valores à disposição de gente civilizada, decidiram que o drama de abortar o conjunto de células  é menor que o drama de o dar à luz?
Sim, fiquemos pela TAP.

Um disparate

Pegado, parece uma historia do Tintim. Para  quem conheça o  mínimo  da história do narcotráfico, é simplesmente hilariante: a cocaína entra em força em Espanha há cerca de quinze anos.

Hábitos

No manual, no Depressão Colectiva.

A regra e a excepção

Deduzo, portanto, à luz de este terrível episódio, que queres acabar com  a prisão preventiva ....

Do fedor na trincheira

O novo locatário.
A colossal redução da despesa significaria ter despedido cem mil funcionários públicos. Nada que incomodasse o novo locatário da trincheira, a EDP é dos chineses.

Muro de Atenas


"A Europa quer obrigar a Grécia ao referendo do medo". 
Tenho de abandonar de vez as anfetaminas. Era capaz de jurar que  ainda há um ano a Grécia é que aterrorizava a terrível Europa com a sua possível saída do Euro. Era mesmo capaz de jurar que até nós, portugueses , íamos  fazer de tremer de medo os banqueiros alemães.
E também era capaz de jurar  que é esta Europa, terrível e má, que atrai milhares de desgraçados que arriscam bem mais do que umas farroncas, sob a forma de  escritos  e crónicas televisivas, para cá chegar.

adenda:enfim, livres.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Podem, mas não devem

Podemos? Magnífico, a ciadania, o respeito, a maravilha. Ciudadanos?  Há que desmontar, as velhas roupagens só são admitidas com a boina do Che. É simples.
Fui ver e, meu Deus, encontrei esta medida xenófoba  e fascista ( existe por exemplo na tenebrosa Holanda):
"De otro lado, la propuesta de legalizar la prostitución como medida recaudatoria ha levantado ampollas entre la oposición, que arremetió contra la idea de querer hacer dinero con la explotación del cuerpo de las mujeres".

Aditamentos de António Costa ao seu plano de sábios:

Reconquistar Malaca.
Restaurar a monarquia nas Berlengas.
Pão grátis (até seis  carcaças).
Nacionalização do Correio da Manhã.
Ordenar o regresso de todos os emigrantes e alojá-los  provisoriamente numa mega-tenda no Jamor.
Declarar o Benfica campeão vitalício como impulso para autoestima nacional.
Instaurar novos feriados nacionais: o seu dia de aniversário e  a tomada da Bastilha.
Indemnizar  as ex-colónias à razão de 1 milhão de euros por cada  dia de guerra.
Instalar ventoinhas em todo os  carros oficiais para estimular o uso das energias renováveis.
Largar linces em Évora.




sábado, 9 de maio de 2015

Missão Demolição

Fair play financeiro ( receitas cativadas) e Doyen coming...
Cá para mim é uma conspiração da Cruz Vermelha mancomunada com o  Snoopy.

Guiness do desepero

Adão e Silva nas suas citações semanais de Manuela Ferreira Leite ( não estranhem, na trincheira passa-se num ápice de provinciana bolorenta  a presidenciável) : O que leva alguém 15 dias depois de se casar a revelar uma traição antiga? O moderador  até melhora a  questão: ."...a  destratar  desta forma o parceiro de coligação?".
Eses dias de lixo são fabulosos: ficámos, portanto,  a saber que a biografia de Passos  foi escrita, revista, editada e publicada em quinze dias.

Desde que vi um porco andar de bicleta

Não me admirava, na lógica implacável da trincheira,  que a esquerdinha ocidental se começasse a virar para o kapo  de um regime homofóbico  em que os opositores são assassinados às portas do Kremlin ( logo duas bandeiras queridas).

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Sobre os resultados da prova de avaliação de professores

Não me dá qualquer gosto confirmar o que se temia: o caso é demasiado grave para cavar trincheiras. Há algo de podre no reino da formação de professores e seria bom, por uma vez, não esconder a cabeça na areia. Ou nas ditas trincheiras.

Sobre o caso Crivelli

O Público não larga o osso, e faz bem (para alguma coisa há-de servir um jornal). Hoje volta à carga com pormenores sumarentos, entre os quais o de que o quadro foi restaurado por um dos seus novos proprietários e, por via disso, passou a valer mais um milhão e meio do que valia quando saiu de Portugal. Por outras palavras, se o queremos ver no Museu de Arte Antiga, vamos ter que desembolsar 4,4 milhões de euros. Para os apóstolos da infalibilidade do mercado, suponho  que seja uma grande vitória.

Sobre o irrevogável sms de Portas, que Passos tão prestimosa e inocentemente revelou

Mas estavam à espera de quê? A grande vantagem dos dois marretas é serem tão transparentes. Espantoso, espantoso é que nem mesmo assim Costa embala para a vitória.

Cachimbos de lá

William Hogarth, A caça ao voto, 1755 (clique para aumentar).

Recordar é viver: 2003

O Código Bagão Félix: "Desta forma o que se procura é destruir o estatuto que vigora na função publica, que garante os direitos mínimos aos trabalhadores deste sector".
Não, não é sobre pensões...

Telechavismo adolescencial

Os media lusos dão a notícia da vitória dos conservadores ingleses como se tivesse morrido o Elton John.
A inenarrável  TSF, supostamente feita por jornalistas, não escondeu a raiva. Entrevistou um homem da rua  desempregado e  encolerizado com  o resultado, outro apenas desapontado, um terceiro que prefere the devil you know e, por último,  um que diz que Cameron fez batota . Só ouvido ( noticiário das 10.00h) , contado não se  acredita.
Um tipo fica  a pensar que a democracia é mesmo um sistema frágil.

adenda: em bons  bonecos, para entenderem ainda mais o left media bias.

Sei lá

No Manual, no Depressão Colectiva.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Aqui já não falam de respeitinho salazarento:


Pois claro. Por acaso o CM também  deu a notícia, mas as televisões mais depressa  vão a Cabeçeira da Porca filmar um bode duas cabeças do que correm o risco de  levar um dedinho espetado: "Não se dá publicidade a coisas destas...."

Que colegas meus  tiraram duas horas às suas vidas para ouvir este charlatão, é um mistério. Enfim, a psicologia, como se pode constatar em muitas colunas de jornais e programas de rádio e TV, é fértil em cartomantes.

Não compreendem

O futebol é o único desporto de topo em que a envergadura física  não regula a prestação. No basquete, no andebol, no râguebi, no boxe, na natação, a técnica é secundária ao corpo. Os pedantes não entendem isto, nunca entenderão.
O futebol é o caos político em que a bola é o voto do povo.

Non decet

Esta   frase deste artigo é um epitáfio com humor.

2) Parece que a SIC passou o discurso de Passo Coelho num registo Tubo de Ensaio da TSF   com comentários de Adão e Silva. É uma nova tendência muito hipster, objectiva e isenta. No outro dia, por exemplo, vi num programa da Benfica TV  um discurso  de Pinto da Costa  com comentários do  Vale e Azevedo.

Salivai, salivai

Tudo vasculhado, regressem aos blogues e aos nicks.

Cordão umbilical

No Manual, no Depressão Colectiva.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Monsieur le ministre

Também penso que Dias Loureiro é um exemplo a seguir.
Os marroquinos confiam em mim e sabem que não é apenas o empresário que está ali, mas um homem com uma certa visão do mundo, explicou, quando convenceu a EDP a entrar no negócio dos negócios com Rabat.
Não tem nada em seu nome, por isso livrou-se da penhora ao BPN.

Isto é melhor que o Tal Canal; foi SMS ou foi carta?

Bárbara Baldaia é muito, digamos assim, criativa. Quem falou em "fogo" foi ela, porque o pobre Jalali insistia que o episódio passou-se em 2013 ( basta ouvir o noticiário das 08.00).
Temos de ser  compreensivos. A coligação estva mora e enterrada, mas  renasceu de cravo vermelho na lapela. Não se faz, não se faz...
O Fórum de hoje apresenta o tema: "Não é uma vergonha o governo a estar a governar?
Amanhã há mais.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Ainda bem que se vai embora

Nani: «Benfica será um justo campeão»
Assim ficam os teóricos das nádegas, e das conspirações totais, e admiradores dos Sarrs, dos Tobias  e quejandos. E ficam muito bem, Deus lhes dê longa vida.

Claro que sim

A culpa é dos credores, da geografia da sala, da Espanha e de Portugal, das favas, da chuva, dos nazis, do ódio etc.
Boa altura para recordar:

Forças e Estobeu

No Manual, no Depressão Colectiva.

Das pessoas e das suas motivações:

1) Em 2009, Pacheco Pereira escrevia excelentes coisas destas: ( bolds meus):

"As variantes daquilo que se chama vulgarmente o "modelo social europeu", um produto de uma conjugação de processos, desde o movimento sindicalista reformista com ligações próximas ao Estado, o poder político dos partidos sociais-democratas e socialistas, o ascenso do Estado-Providência, num contexto garantístico que acompanhou o crescimento económico europeu, revelaram-se capazes de garantir um conjunto de "direitos sociais" que efectivamente melhoraram a condição de vida dos trabalhadores. Melhor: dos trabalhadores que tinham emprego, porque, mesmo no seu apogeu, que já está no passado, nunca foi capaz de dar aos desempregados mais do que os subsídios de desemprego ou de os canalizar para o subemprego por via de programas de "formação profissional". O modelo não é eficaz nem para criar emprego, nem para o proteger em tempos de crise".

e propunha:

 "Por isso, em tempos de crise, mais valia adoptar-se algumas medidas, mesmo provisórias, mesmo com data marcada para terminarem, para criar um mercado de "trabalho cinzento" com um mínimo de regulação para proteger a dignidade de trabalho, mas sem a rigidez e o garantismo da nossa legislação de emprego, que não impedirá um único despedimento, mas ajudará a provocar bastantes.



2) Bagão Félix apareceu-me no outro dia  num programa daqueles em que participam o revolucionários das utopias pré-terror com o mesmo discurso  babado que conheci quando andei no teatro universitário há 30 anos. Um Bagão Félix que, em 2006,  foi alvo de, por exemplo, isto:

"Esta é a mesma politica do Ministro Bagão Felix – cujo programa definiu acabar com as funções sociais do estado e proceder à privatização dos serviços públicos.
Querem abrir o caminho à privatização da segurança social, avisou desde logo o PCP.
“Contráriamente às aparências, Bagão Félix está mais determinado que qualquer outro ministro, sabe melhor que qualquer outro como atingir os seus objectivos, e as suas reformas poderão atingir bem mais profundamente - e negativamente, em minha opinião - o bem estar dos portugueses que muitas outras anunciadas” notava Boaventura de Sousa Santos na “Visão” em 16 de Maio de 2002".

domingo, 3 de maio de 2015

Saudades e lealdades

No Manual, no Depressão Colectiva.

Você na TV

Disseram-me que António Costa enviou um SMS  a ameaçar um jornalista. É mentira, porque não deu em televisão nenhuma: não abriu telejornais, não foi alvo de um debate com convidados. As nossas televisões são isentas e objectivas.
Melhor do que a censura só a auto-censura.

O sinalagma lamento, Cândida Almeida, 2006:

"O crime de corrupção, tal como está definido no nosso Código Penal, é impossível de punir». Quem o diz ao PortugalDiário é a coordenadora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), Cândida Almeida, para quem esta é a principal falha da nova reforma penal".
E para que não fiquem duvidas:
 «Esse sinalagma [relação causa-efeito] é muito difícil de provar e por isso mesmo, o crime tal como está previsto na lei, não consegue levar a uma punição», lamenta. 

E pronto, podemos  arrumar a trouxa.

Para memória futura

 Pintaram a lei como uma afixação de nomes em pelourinhos para a comandita desvairada desatar a perseguir honestos cidadãos que já cumpriram a sua pena.  Nisto alinhou tanto a brigada LGBT como outras pessoas, umas movidas por  ódio à ministra, outras pela teoria da trincheira.
A teoria estando certa ( uma andorinha faz  a Primavera) significaria que por causa disto acabariam as leis anti-racismo no futebol.