quarta-feira, 5 de março de 2014
Sempre original
Marinho Pinto quer ir para Estrasburgo por inconformismo com a cartelização da vida política em Tomar ou em Mirandela.
terça-feira, 4 de março de 2014
Perdidos
No excelente ( sempre que vejo pós-estalinistas escrever assim fico satisfeito) 5Dias, um blogue onde dão tiros nos pés e depois queixam-se de lhes sobrar sapatos:
"Em Portugal também temos exemplos dessa hipocrisia. Duarte Marques, o mete-nojo ex-lider da JSD, foi a Kiev incitar à violência fascista.
Para esta personagem as manifestações violentas e armadas
protagonizadas pelos nazis em Kiev nunca receberam uma condenação, antes
pelo contrário, o moço até se congratulou com o derrube de um governo
eleito às mãos de uma turba violenta e armada. HIPÓCRITA!!! Lembram-se
do que esta escumalha disse a propósito da manifestação de 14 de
Novembro de 2012 onde meia dúzia de pedras foram atiradas à polícia?
Lembram-se do que esta gente diz sempre que se fala em fazer cair o
governo e convocar eleições antecipadas? Pois… esta gente é hipócrita e
mente com todos os dentes que tem na boca. Não hesitam nem um segundo em
romper a lei e promover a violência se isso lhes for benéfico… se
controlam a lei atiram anátemas contra qualquer mínimo distúrbio ao
regime em vigor".
Seguro e o arraial
Grande parte da raiva contra Seguro, expelida pelo arraial - socraticos e Aula Magna -, é da mesma natureza da expelida contra Cavaco. Se repararem bem, são as mesmas pessoas, nas mesmas tribunas e a mesma premissa inicial: Seguro e Cavaco facilitam a vida ao governo.
O arraial começou a assestar baterias na dupla Seguro/Cavaco só depois do esvaziamento do momentum das manifs. A ideia era simples: este governo não podia governar. E não me venham a com história da política de austeridade para enganar tolinhos: os socráticos entenderam sempre que este governo é usurpador da grande sucessão de PEC's, os Aula Magna, como Soares e Pacheco Pereira, descrevem o PSD como uma comandita mafiosa.
O arraial assegurou sempre que este governo não iria, não poderia chegar ao fim da legislatura. Por isso é que nunca se incomodaram em apresentar alternativas e odiaram tanto que os interpelassem sobre as tais alternativas. O importante, sob a capa do patriotismo de lágrima fácil, foi sempre assegurar o fracasso de Passos e Portas.
Quando Seguro tenta fazer diferente, é desprezado e tratado como o Forrest Gump da política portuguesa ( "o tolo que deu a mão ao governo"). Prevalece o sentimento de casta, o mesmo que, in illo tempore, desprezou Cavaco.
segunda-feira, 3 de março de 2014
Já passou
Os simpáticos calimeros estão outra vez com a calimerite aguda. Tão sincronizados, parece ballet.
Arrumada a excruciante questão do atraso de 1.46m do FCP, voltam aos apitos. O efeito do monumental banho de bola que levaram há quinze dias passou rápido.
Temos de organizar um particular ou assim.
Arrumada a excruciante questão do atraso de 1.46m do FCP, voltam aos apitos. O efeito do monumental banho de bola que levaram há quinze dias passou rápido.
Temos de organizar um particular ou assim.
domingo, 2 de março de 2014
Retrato de família
Endividámo-nos anos a fio, apanhámo-nos sem moeda própria e num tempo de batoteiros internacionais particularmente activos, afundámo-nos. Estamos, e continuaremos, a pagar com língua de palmo. A partir daqui é só histeria e originalidades:
1) Uma maioria que cumpriu o que tinha a cumprir, mas que os inteligentes das esquerdas e franco-atiradores avulsos cobriram de um manto de intenções programático-ideológicas. Não há ali ideologia nenhuma, como se viu na transformação do partido do contribuinte em partido do IRS. Há, apenas, sobrevivência política.
2) O que nos leva à segunda originalidade. Este PS, ou qualquer outro, se a maioria tivesse escorregado, apanhava as canas, o foquete, o CD do Quim Barreiros e continuava a festa. A maioria ficou, este PS espera para fazer os acabamentos. Ou querem convencer-se de que o PS do Jorge Coelho da Mota Engil, do risonho dr. Vitorino, um dos nossos Pandolfinis, e do Pina Moura da Iberdrola, é a esquerda da alternativa? Ide brincar ao lego.
3) Uma outra esquerda Aula Magna, que agrupa desde gente da campanha de Humberto Delgado a comediantes da MEO, encerrada nos restaurantes de Lisboa e em amizades de faculdade de Lisboa e para quem, literalmente, o resto do país é labregos e paisagem. Por isso se ocupam furiosamente da mutilação genital feminina e do piropo ou fundam partidos e movimentos de cada vez que se zangam ao telefone. Na maior crise desde sempre ( palavras deles), exibem o peso político de um velho PCTP/MRPP constipado. Está tudo dito.
4) Um PCP que, como numa ficção barata, apresenta caras novas com vícios velhos.
Se lerem mesmo, em vez de ver apenas o filme, encontram a explicação dada pelo príncipe de Salina a Chevalley : somos ( os sicilianos ) velhos e não mudamos porque somos perfeitos.
Turquia
Enquanto outros lugares vão recebendo muita antenção, na Turquia preparam-se lostras das grossas.
Já vimos este filme, sabemos como acaba. Arrisco uma previsão: em menos de dois meses a coisa explode.
Já vimos este filme, sabemos como acaba. Arrisco uma previsão: em menos de dois meses a coisa explode.
sábado, 1 de março de 2014
Política Parque Meyer
"Depois, basta dizer meia dúzia de frases de índole social, triviais e desligadas do contexto actual, em particular desligadas da sua relação com a política do governo, para se passar a ser social democrata. Os pobres de facto tem costas largas na política, e servem para as lágrimas de circunstância".
Como, por exemplo, a barrosíssima frase "não faremos uma segunda ponte sobre o Tejo enquanto houver uma criança com fome". Nessa altura a política do PSD era séria, nada trivial, os pobres tinham costas estreitas e Pacheco Pereira ainda estava a empacotar as coisas para ir para Paris.
Como, por exemplo, a barrosíssima frase "não faremos uma segunda ponte sobre o Tejo enquanto houver uma criança com fome". Nessa altura a política do PSD era séria, nada trivial, os pobres tinham costas estreitas e Pacheco Pereira ainda estava a empacotar as coisas para ir para Paris.
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