Ou se tira aos pensionistas ou se carrega os contribuintes.
Um país no leito de Procusto.
quarta-feira, 30 de abril de 2014
A rádio que mudou a rádio
A TSF convida sempre o Marques Lopes e o Adão e Slva para comentar a actuação do governo.
É como convidar sempre o Paulinho Santos e o Quaresma para comentar os jogos do Benfica.
Ou seja, obrigam-me, literalmente, a mudar de frequência.
É como convidar sempre o Paulinho Santos e o Quaresma para comentar os jogos do Benfica.
Ou seja, obrigam-me, literalmente, a mudar de frequência.
Depois do adeus
A polémica que se vai travando entre Raquel Varela e António Araújo aqui e aqui, depois de iniciada nas páginas do Ípsilon, parece uma reedição minimalista da tormenta de Verão que há, três anos, levantou uma onde críticas à História de Portugal de Rui Ramos. Também na altura se invocaram, de um lado, argumentos de autoridade e branqueamentos de Salazar, do outro, um olhar sobre o passado livre de messianismos.
Não sou neutro no debate - não sei se alguém é -, mas sigo-o com alguma ironia. É sempre irónico ver como as vestais da liberdade e da ciência reagem mal ao "conflito das interpretações", para glosar Ricoeur. O 25 de Abril tarda em chegar à historiografia portuguesa porque ainda há quem se julgue proprietário exclusivo da história. Como outros, há não muito tempo, se julgavam senhores da terra ou das pessoas. A simples existência de polémicas (obrigado, Rui Ramos, obrigado, António Araújo) mostra que também as ditaduras do pensamento acabam. Depois do adeus.
terça-feira, 29 de abril de 2014
Há gente que não dá jeito nenhum ter na trincheira...
Interessante também é saber o que eles disseram.
Vasco Graça Moura
A crónica de Paulo Rangel no Público de hoje é o epitáfio mais feliz de Vasco Graça Moura que li nos últimos dias. Rangel sublinha a obra de tradutor de Graça Moura, tal como aqui fez o Filipe, mas num sentido mais universal: "Traduzia o mundo da cultura, supostamente longínquo e erudito, para o universo social e mediático. A sua vocação de tradutor não se ralizou apenas na actividade fulgurante da versão de línguas; a sua vocação de tradutor revelou-se afinal muito mais profunda e muito mais vasta. Todo o seu exercício cultural, designadamente na sua dimensão pública, foi uma tensão permanente de tradução. de trazer à comunidade o gosto, a paixão e a inteligência do que se passava para lá da cortina da erudição."
Não será um acaso que os mais atentos prefiram o tradutor ao criador. Como poeta, o reconhecimento de Vasco Graça Moura enfrentou dois obstáculos: o de ser uma estrela média na constelação que vai de Cesário a Herberto, e o de não se situar facilmente em tal constelação. Alguém o classificou como "neomaneirista" e, em certo sentido, ele está mais próximo de Camões ou Sá de Miranda do que de Pessoa - a quem chamava, de resto, "o poeta Aleixo da razão".
Digo-o sem qualquer propósito iconoclasta, até porque acredito que a tradução é outra forma de criação, para repetir uma evidência. Quantos portugueses conheceriam hoje A Divina Comédia de Dante sem a versão de Vasco Graça Moura? Poucos, e eu não me contaria entre eles. Mas também era uma forma de tradução a sua poesia, cultíssima, imersa na grande tradição ocidental que ele conhecia em profundidade e nos dava a conhecer, como um mineiro arranca diamantes às entranhas da terra. A tradição é sempre uma tradução, um modo de trazer o passado ao presente. Vasco Graça Moura sabia isso melhor que ninguém.
Arqueoblog ( 2)
2006: os governos são sempre de direita.
Por isso o Bloco deitou este abaixo em 2011 e pôs um de esquerda.
Por isso o Bloco deitou este abaixo em 2011 e pôs um de esquerda.
segunda-feira, 28 de abril de 2014
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