segunda-feira, 23 de junho de 2014

Deixem cá ver se eu percebo

Se não fossem o Tribunal Constitucional, a oposição, a CGTP, o Serviço Nacional de Saúde, os funcionários públicos, os pensionistas, os desempregados, os subsidiodependentes, as corporações, o Soares, o Pacheco, a Manela, o Papa, o Hollande, o Krugman e o povo que insiste em viver acima das suas possibilidades, o Governo tinha-nos conduzido nos últimos três anos ao paraíso na Terra. É isso?

Os meus 15 segundos de treinador de bancada

Agora que estamos quase eliminados, desígnio nacional que nos permitirá enfim resolver a crise do PS e derrubar o Governo, vamos dar o nosso melhor pela pátria. Aqui fica o meu, não vá o Ronaldo meter cinco ao Gana e o Reich perder com os cowboys. Nunca se sabe.

1- Paulo, não voltes a pôr o louco do William Carvalho a jogar. O homem até correu! Estava toda a gente a cumprir a táctica, a passo, devagarinho, nada de indisciplinas e, zás!, quando ele entrou, começámos logo a ganhar o meio-campo. Tás parvo ou quê?
2- Livra-te de explicar ao Miguel Veloso o que anda a fazer em campo. Foi o suficiente para ele passar a bola ao americano que ofereceu o golo ao Nani. Depois não te queixes.
3- Vê lá se consegues que o Meireles se lesione como os outros. O gringo da cotovelada é um tótó. (O Pepe pode tratar disso nos treinos? Vocês treinam, não é?...)

Diário do Mundial ( 6)

Mais duas ou três lesões e temos selecção.

domingo, 22 de junho de 2014

Cissiparidade socialista


Parece evidente que o PS se vai dividir em dois. O novo partido já está  a ser pensado e o processo até é simples. Soares, os socráticos e o aparelho ( sim, Mesquita Machado e Carlos César são aparelho) fiel a Costa tratam do essencial.  Os media -  TSF, Público e SIC - fazem o resto,  como fizeram com o Livre e  o 3D ( lembram-se dele?).
Estas fusões binárias ( sejam ASDI, UEDS etc) funcionam bem no quadro da guerra de posição, como Gramsci recorda a propósito da disputa Cavour-Mazzini. Duas posições semelhantes ( no nosso caso  facções partidárias), mas  uma assume o  papel de defesa  e a outra o de  ataque, sendo que só a dinâmica consegue explicar o processo.
Um novo partido pode ser a defesa de Costa, tanto quanto o podemos perceber como um ataque tresloucado.  A resistência de  Seguro pode parecer defensiva, ainda que a saibamos um  ataque letal às pretensões de Costa.

Mais um sucesso

Da war on drugs.

Dicionário português pós-troika (6)

"Boi"

Durante os últimos três anos, comemos com a desculpa sussurrada para as mais descabeladas piruetas: contra  um governo que vendeu o país, valia  tudo. Valia o que valia, para mim menos do que nada, mas sempre era coerente.
Agora inaugurámos uma nova modalidade. Já dizia  Kraus que a única diferença entre  as prostitutas e os  jornalistas  era o maior profissionalismo das primeiras.

sábado, 21 de junho de 2014

Leitura obrigatória

Pacheco Pereira, hoje, no Publico.
É asquerosa a forma como os señoritos satisfechos e as bonnes de serviço   escarnecem do funcionário público  que está de baixa tempo demais, ou do malandro  do investigador de ciências sociais,  enquanto engraxam os poderosos, rosnando que "é tudo inveja".
Ilustro com os meu minji.

Dicionário político pós-troika

Carta de intenções ( ao FMI):

Sinónimo de volatilidade.
Esta capacidade volitiva deste governo, que diz tudo e o  seu contrário, diz hoje  Adão e Silva. Talvez por tanto comentar os  voláteis, o que  há semanas, nesse programa ( acompanhado aos ferrinhos  pelo intelectual Marques  Lopes)  era da maior gravidade, a tenebrosa e batoteira  carta de intenções ao  FMI, desapareceu, eclipsou-se. Puf.
É verdade que outros também assobiam agora para o  ar, mas fiquemos  pelo "comentador TSF  da actualidade política" ( ainda que a única coisa que faça é malhar no governo e em Seguro, mas enfim...),  Pedro Adão e Silva.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

"Vem aí gente moralmente superior" versão costista

Mesquita Machado, o nosso homem em Braga.

BES/PS, a mesma luta

Agora é o BES que está com problemas de sucessão. Não querem ficar com o Seguro e vamos todos de férias?

A cadeia alimentar



Num primeiro momento, a raiva foi dirigida contra o governo ( atentados, sublevações, insegurança no regresso a casa).
Num segundo momento, a raiva escolheu Cavaco : já que o  povo não se sublevou, Cavaco que tratasse do assunto. Alguns escolheram culpar um  povo de cornos mansos.
Agora  a raiva aponta ao PS.  Vejam como Eurico Brilhante Dias e Alberto Martins , que ainda há um ano eram frequentemente citados no Camara Corporativa, são  tratados: Brilhante é um  parolo em "pacote Maconde" ( note-se o pedantismo) , Martins ( o ex-herói do 17 do Abril) "um parasita"( a linguagem dos neoliberais) .

No meio destes dias de lixo, os cúmplices, activos ou por omissão, aninhados na trincheira. Políticos na reserva e comentadores, que, em ocasiões  normais , galhofariam com a originalíssima  terceira via de A. Costa ( "criar riqueza")  debatem-na agora muito sérios e compenetrados.
O que é notável é tudo isto ser feito sob o manto de da superioridade moral, cultural e política, coisa da qual o predator nunca se lembraria. Por outro lado, se Costa os desiludir, será também, no futuro, um vazadouro da raiva. E disso o predator já se lembraria.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Pedro Picoito rated 5 stars

No post anterior: outra configuração do filho-objecto.
Há o filho-rim, o filho-político e agora o filho best value for money.