quarta-feira, 4 de março de 2015

Ou como diz o Sousa Tavares, o único homem de bem dos jornais,

Calúnias, campanha de imprensa, a Justiça na lama.
É uma minuta que ele usa.

O comentário do mês

Excelente:
Aparentemente foi bem gasto, porque da familia toda só o John é que não se conseguiu salvar.

Azar

Costa recusa abordagens inopinadas, jornalista segue o guião encomendado.

No mundo da lua

O António Vitorino:
"ou o colega do seu partido, o húngaro Victor Orbán".

A Salsicha Educativa, take 2

Há coisas que não percebo: o húngaro, a astrologia, o curling, o Damien Hirst, os artigos do Dr. Soares e por que carga de água Passos Coelho insiste em meter os pés  pelas mãos com a história do calote à Segurança Social. O bom senso aconselhá-lo-ia a não tentar justificar o injustificável. Foi apanhado, pagava tudo, explicava pouco e remetia-se ao silêncio. Mas não. Em vez disso, embalado pelo calor do improviso diante dos fiéis ou porque é realmente imune ao exercício de pensar para lá do próximo soundbite, o actual PM resolveu comparar-se com o anterior ("não usei o cargo para enriquecer!"). Ora, como ontem eu disse, qualquer cidadão alfabetizado dá pela abissal diferença de escala entre as malfeitorias de Passos e as suspeitas de Sócrates, pelo que seria do máximo interesse daquele evitar o mínimo cotejo com este. Ainda que fosse, oh céus, para repetir o wishful thinking de que nem todos os políticos são iguais. Quando Passos afirma, muito enxofrado, que não fez o mesmo que os outros, está a sugerir que o que fez não é grave. Acontece que é. O facto de ser menos grave na "escala Sócrates" não significa que não tenha gravidade nenhuma. E quanto mais ele invocar esta escala, mais nos recorda que o devemos medir por ela.
Ainda por cima, o brilhante Passos teve a brilhante ideia de esclarecer que não é um "cidadão perfeito". Já tínhamos reparado. Até porque não há "cidadãos perfeitos". Há cidadãos que pagam impostos e outros que não pagam. Pagar impostos é um dever, como o actual PM, menos enxofrado do que na sua contra-apologia de Sócrates, declarou várias vezes nos últimos tempos. E cumprir um dever não torna ninguém perfeito porque a perfeição é ir além do cumprimento do dever. Soa a soundbite, mas talvez assim Passos compreenda.  A não ser, claro, que ele estivesse a pensar nos milhões de portugueses sobre os quais lançou impostos tão "brutais", para usar outro soundbite célebre, que pagá-los sem atrasos, esquecimentos ou outras imperfeições notórias se aproxima da santidade. Se foi isso, está perdoado. Desde que cumpra a penitência: pague os seus e baixe os nossos. E vá em paz.

Risota

"As alegações correm há algum tempo e até já estão detalhadas em blogues...".
Sim, os socráticos têm um agent d'escale ( ou mais) no Expresso, mas cuidado, Casimiro, cuidado com as imitações.

O homem é coerente

Na  segurança social como no haxixe.

A dúvida é:

Haverá suficiente na vida de Passos para abafar as asneiras que Costa vai fazer?
Esta da segurança social estava no congelador do Público desde 2012; não é  bom sinal quando recorremos às reservas.

E mais

O 7 e 8 do Manual : no Depressão Colectiva.

O Reservador ( 15)

Confúcio em inglês: "A lion chased me up a tree, and I greatly enjoyed the view from the top.” 
Ou seja,  insistem  em distinguir o mundo de Passos e do Manel do mundo louco dos milhões de Sócrates. O PM agradece a vista de cima da árvore.

terça-feira, 3 de março de 2015

Obrigado, camaradas

Que o PM se esqueceu de pagar à Segurança Social durante cinco anos não surpreende ninguém. Passos é um habilidoso e a única dúvida é se terá mais tecnoformas no armário. Mas o impacto do escândalo será nulo. Primeiro, porque cai numa semana em que Costa tem sido grelhado em fogo lento, incluindo pelo PS (basta ver os remoques anónimos sobre a sua "inabilidade política"). E, depois, porque o caso Sócrates alterou a escala da nossa estupefacção: Passos só terá chatices se fugir para um paraíso fiscal com os leões de S. Bento.
Obrigado, camaradas. Podemos contar sempre convosco.

O Reservador ( 14)

Juntos cabemos:

(...) e também do comentador e ex-líder parlamentar do PSD Pacheco Pereira, disse à Lusa Nuno Ramos de Almeida.

A trincheira é a fonte da juventude onde se cabe. Os pequeno-burgueses agradecem a visita aristocrática:

"Uma das grandes fragilidades do esquerdismo português, que era muito forte à data do 25 de Abril, é que era essencialmente estudantil e, usando uma categoria em voga na época, "pequeno-burguês".