sexta-feira, 17 de julho de 2015
Cachimbos de lá
quinta-feira, 16 de julho de 2015
But all, except their sun, is set...
No caso das senhoras, todas universalmente sem gravata, a distinção entre apoio e recusa do grande capital tornava-se mais árdua, por certo em consequência dos milénios de patriarcalismo a que o Syriza, mais tarde ou mais cedo, há-de pôr fim. Mais tarde que cedo, suponho. Para já, com o país à beira da bancarrota, dispensar a gravata é a verdadeira utopia.
Um conservador como este vosso criado fica, porém, um pouco intrigado com a timidez da revolução. Porque os fatos e as camisas dos deputados, quer estivessem engravatados, quer ostentassem um pescoço livre de convenções burguesas, eram muito parecidos. Fatos escuros, camisas lisas, sapatos pretos (derbies ou mocassins, obviamente). Na ausência de gravata, os deputados de extrema-esquerda pareciam tão convencionais como os lacaios de Berlim. O vazio gravatal tornara-se um dress code tão obrigatório como um vestido de noiva.
E o intrigado conservador pergunta, submerso na inquietude que a mudança sempre lhe provoca: será que a marcha do progresso parou às portas da Bastilha, perdão, da gravata? Onde estavam, na noite em que a Grécia submetia o seu futuro ao voto democrático, os fatos roxos, as camisas de folhos e as havaianas? Os descamisados realmente descamisados e os pés nus dos representantes do povo? Ou mesmo os representantes do povo totalmente nus? (Admito que esta hipótese seja demasiado subversiva até para os deputados, e sobretudo as deputadas, do Syriza, mas uma revolução não é um chá dançante, lá dizia o outro.)
Não estavam. Eis a terrível verdade. Nem a Grécia nos pode dar os amanhãs que cantam. Chora a primavera dos povos mais uma vez adiada, Lord Byron.
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Symphonia
O acordo entre o Governo grego e os credores não deixou ninguém contente. Os que queriam a Grécia fora do euro vociferam agora "nem mais um cêntimo para Atenas". Os que queriam a austeridade fora da Grécia pedem agora a cabeça de Tsipras.
Talvez seja melhor assim. A política, como sempre, é a arte do possível.
Talvez seja melhor assim. A política, como sempre, é a arte do possível.
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Isto é abjecto, etc.
No passado dia 11, Mário Soares visitou José Sócrates na prisão, visita que justificou com a "enorme e longa amizade" ao preso mais famoso do país. Nada a dizer, aparentemente. Acontece que Maria Barroso, a mulher de Soares, tinha morrido dois dias antes e o funeral provocou a justificada comoção de muitos, comoção partilhada por Soares. Segundo a revista VIP, um meio de comunicação decerto tão respeitável como o Correio da Manhã, "o fundador do PS, que enterrou Maria Barroso na passada quarta-feira, saiu da prisão amparado pelo seu motorista e visivelmente abatido com a perda da mulher da sua vida."
Em ano de eleições, com o PS em dificuldades e os portugueses desconfiados de Sócrates, declaro, indignado, que se exige algum recato no aproveitamento mediático de uma tragédia pessoal. Em política não vale tudo.
(Ah, esperem, enganei-me... Este post era sobre a mulher do Passos. Mas onde é que eu tinha a cabeça?)
domingo, 5 de julho de 2015
Férias
Quando regressar, em meados de Agosto, trago-vos um blogue novo, e de curta duração, só para as legislativas.
Com estes companheiros de trincheira os pedantes nunca se misturam
Não há coincidências nenhumas, o que há são projectos políticos, do neo-maoísmo ao cripto-fascismo, que viram na crise grega a hipótese de respirar. As pessoas? São simples meios, querem lá saber das pessoas...
Já aconteceu antes, está acontecer agora e voltará a acontecer.
sábado, 4 de julho de 2015
Nada muda
Sobre propaganda ( Iraque ) esta também é bem lembrada: o outro é sempre um vendido, um colaboracionista.
Amanhã veremos muitos pedantes , nas TV's e nos salões, classificar de cobarde metade do povo que dizem defender.
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Demonokracia
Os deuses queiram que ganhe o NÃO.
A Grécia não vergará e viverá de acordo com as suas regras e com os seus meios, num quadro de solidariedade e respeito sem se sujeitar a mais empréstimos usurários. Nem entendo como alguém pode discordar disto.
Lembram-se de Kayerts e Carlier no Outpost of Progress, do Conrad?
Com um brilhozinho nos olhos
Ontem vi de raspão o final de um debate ( estavam lá Rangel , o Adiatado Mental e José Manuel Fernandes). Marisa Matias dizia, com um sorriso de satisfação, que um tipo qualquer no Financial Times descreveu Portugal como a bomba relógio.
É tempo de os patriotas como a Marisa terem uma alegria.
É tempo de os patriotas como a Marisa terem uma alegria.
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