sábado, 4 de outubro de 2014

Correio azul

Hoje estarei na Caminhada Pela Vida, que começa às 15h, no Largo Camões, em Lisboa. As razões pelas quais irei mais uma vez, tantos anos depois dos já longínquos referendos do aborto, são resumidas pelo Tiago Cavaco num belo artigo publicado pela Renascença. Aqui o deixo, sem nada a acrescentar.

Luso tropicalismo versão narco

Um português no transporte  de cocaína  sob a bandeira  são-tomense.
Na Guiné, nada de novo.
Quanto a Cabo Verde,  a coisa  pia mais fino.
Adivinhem qual é o ponto europeu favorito desta malta.

Depressão ansiosa

No Depressão Colectiva: virar a mesa.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Os intelectuais e o povo

O traço mais conservador da sociedade portuguesa actual é  o primado  do intelectual sobre  a política nobre. Desdobra-se em dois. O mais grosso é do atestado de esquerda para falar em nome do povo, o mai fino o do apartheid a que  dita nova direita vota os os trinetos de Lenine . Comecemos pelo primeiro, noutro número iremos ao segundo.

1)  Os guardiões culturais:

Qualquer político que queira falar em nome do povo mas não tenha um parente na família da esquerda é arrumado como populista. Pior: se pertencer à  família, mas falhar em alguma das categorias sagradas ( aborto, LGBT ou nacionalismo), é excluído. De certo modo é um reflexo especular do pré-25 Abril: pelo menos  para efeito de propaganda, todo o oposicionista  à esquerda  era considerado vermelho.
Este direito de nomear, como seria esperável, não é exercido  pelo povo, mas pelos guardiões culturais. Como sem uma burguesia forte  não há proletariado forte, no pós-74 e agora ainda mais, a condição cultural de esquerda  é couto privado dos guardiões. Desde os episódios  ridículos ( vg Vasco Graça Moura) aos mais tensos -Marinho Pinto -, passando pelo aconchego sistemático que os guardiões  da cultura oferecem  ao vate  escolhido( António Costa).

2) A inscrição:

Exceptuando o PCP e a CGTP, que representam  o neo-proletariado fraco, os detentores do certificado cultural não se interessam pelas fabriquetas  arruinadas e empresas insolventes no meio de nenhures. Sobra-lhes o referido no ponto anterior e mais uns pós.
 O poder de nomear assenta, claro, nas  academias e nas escolas secundárias : uma  vez mais o reflexo especular do pré-74. A Historia que é ensinada, desde tenra idade, é a História marxista ( o contraditório, cá em casa, foi feito por mim) e nas academias e nos  media, Focault é Deus. 
O problema é de inscrição. Os cidadãos não são todos iguais  na esfera política. Como o discurso de Robespierre ( Abril de 1791) pontuava, a distinção ente cidadão activo , passivo e meio passivo reside  nas  diferentes capacidades de se poderem eleger ( Zizeck, Virtue and Terror, 2007). O corpo  político regulava a identidade política do cidadão. 
À esquerda é permitido tudo - do ataque à democracia ( dita burguesa) até à mais  pornográfica ostentação na lapela do cravinho vermelho quando se passou num ápice de advogado de vão de  escada para  oligarca  milionário de serviços prestado ao Estado. À direita, ou mesmo  ao centro impuro ( ver ponto 1),  usa-se a ignominiosa e conveniente  cruz da ignorância e da incultura.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Progressos


No ano passado  ficámos atrás do Olimpiakos, este ficamos atrás do Mónaco.
Há três anos tivemos Jardel meia época, este ano temos o Jardel a época inteira.
No ano passado  o lateral esquerdo foi o Siqueira, este ano temos o médio esquerdo  Eliseu.

É assim que se aprende a construir uma equipa, com persistência.

O regresso da sopinha de massa

Na noite da vitória de Costa, vi o ex-secretário de estado de Sócrates, Tiago Silveira , na TV, num debate.
Agora que tanto se fala de esmiuçar as contas de Passos, convém recordar o que dizia Tiago Silveira sobre a escrituras públicas.

Brasil: Ambiente? Economia? Política?

Nada disso interessa. O que conta é o casamento gay.

Que estucha

Quando já se montava  a operação Omo ( "o governo mau deixou cair o BES honrado"), validada pelos moços de trincheira, aparecem coisas destas.
Investiguem bem esta história dos submarinos, porque tresanda a bloco central e, portanto, não vai aparecer nenhuma carta anónima.