terça-feira, 28 de abril de 2015

Violência doméstica: o eufemismo reaccionário

O reaccionarismo conservador alia-se ao reaccionarismo de esquerda. 
O primeiro ponto de contacto é o argumento: sempre houve disto, agora tem é mais visibilidade. Isto destina-se  a desqualificar o comportamento, inscrevendo-o numa lógica de normalidade inevitável.
O segundo ponto de contacto prende-se com interpretação. Tanto  o reaccionário conservador como o de esquerda  entendem o comportamento como produto de taras individuais. O objectivo do conservador( reaccionário...) é esconder  o comportamento das transformações sociais e culturais, o objectivo do esquerdista é isolá-lo dos progressos feitos em sede da tolerância ( defesa dos direitos das  minorias sexuais e dos animais).
O reaccionário conservador não gosta que venha ao de cima a velha camada sob o verniz, porque estraga a liusão de harmonia dos bons velhos tempos; o reaccionário de esquerda não aceita que a nova sociedade, mais justa e igualitária,  inclua o velho território de caça do  macho ofendido e para além disso as parolas  das berças não valem um gay despedido por homofobia.
Ambos os discursos se contentam  com campanhas  e palavrinhas de repúdio. O reaccionário conservador , voire a Igreja Católica, teme mexer no que sobra da autoridade masculina; o reaccionário de esquerda   recusa reexaminar a bolorenta tese da sociedade criminógena, na qual a culpa é sempre  da fábrica social.
Não há nada de doméstico nestas matanças.  Há mulheres  que  têm  profissão ( há três  anos ajudei uma administrativa  casada a ter o seu primeiro cartão  multibanco aos 55 anos),  consomem novelas que pregam  a liberdade feminina,  observam exemplos de outras mais  despachadas ( vejam a velocidade com que se propagam as modas femininas), acreditam  no que dizem os políticos, têm internet  na mais longínqua merdaleja.
O que há é o choque tectócnico entre antigas categorias culturais, autênticos arquivos de poder,  e novas expressões de autodeterminação. Como aconteceu noutras histórias e noutros tempos, os novos, neste caso, as novas,  não são defendidas pela máquina judicial que ainda funciona com a encantadora formalidade das  lamparinas de azeite.

Contar bulas

Foi divertido  constatar a forma como os media isentos e objectivos noticiaram o anúncio da ida às urnas da coligação PSD-CDS.
Fez-me  lembrar a sensação que tenho quando me  injectam líquido de contraste  antes de uma TAC.

Siga para bingo

 

Os narcotraficantes já têm toupeiras no Banco de Portugal, mas o debate , como sempre que se fala em legalizá-lo, é o do perigo do haxixe. O último Expresso trazia um artigo, miserável e indigente,  que falava dos perigos do consumo excessivo do haxixe. Espero que a jornalista faça  um igual com o álcool, até porque terá muito mais matéria: acidentes de viação e laborais, violencia doméstica, cirrose hepática etc.
Num país  colonizado pelo narcotráfico, a  preocupação é com o perigo  potencial do consumo excessivo da canabis. Os  narcos escolheram bem o país:  para  além das condições semelhantes a  outras narcolândias, ainda fazemos  de porteiros escrupulosos.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Maio a entrar e o nada a começar

E assim perguntar: uma investigação que dura desde 2013, o homem preso desde 2014, para quando a acusação a apresentar? Isto interessa-me muito. Encontrar  o nada sabendo que o nada existe,  mas que não o podemos interpretar porque o nada é anterior à representação.
 Muitos pós heideggerianos,  como Márcia Schubak, andaram de volta disto. Por outras palavras,  in emptiness, there is no place where we can place our hands and feet, no place where we can lay our heads.

Espectacular

Tivemos,  durante estes anos,  dezenas de manifestos, artigos, pronunciamentos da esquerda para-socialista sobre a evidência, a inevitablidade, o materialismo dialéctico da renegociação da dívida. 
Os que desconfiaram foram tratados de pacóvios  e servos do governo para baixo. O PS apresenta o seu cenário, ou cortina, e nem uma palavra sobre o assunto. Os mesmos  especialistas, jornalistas e comentadores que durante  estes anos  juraram sobre a divina renegociação nem piaram.

Denunciar

É um historiador muito  criativo ( a última vez que o li foi sobre Lincoln e diverti-me imenso), mas isso não nos deve distrair das mentiras que escreve, sobretudo quando  assunto é sério. Henrique Raposo, no último Expresso  diz que ao menos no tempo colonial os pretos não passavam fome  e recebiam cuidados médicos ( sic).
A relação de Raposo com a verdade é mais ou menos a mesma que as cartomantes têm com  a metafísica ( adaptando  Kraus). O que imaginará Raposo que era a vida nas sanzalas do Cuando-Cubango, ou como funcionava o trabalho escravo, é um mistério.  Deve imaginar cantinas sociais e assistência médica ao domicílio. É claro que depois  de começar  a guerra lá se tentou fazer alguma coisa, mas isso foi só no fim.

domingo, 26 de abril de 2015

Rescaldo

Um ( 1) remate à baliza fizeram os  lopategos e ainda  temos de aturar aquele bertoldo basco ( e canalha, que foi cumprimentar o JJ em latim) a gabar-se de ter jogado para ganhar.
Nós? Bem, nós, jogámos muito bem, como sempre fazemos quando defrontamos equipas superiores ao Cabeça Gorda: chuto para à frente  e a culpa é do Jonas que não se soube posicionar...

Liquefacção total , de novo,:

Emigrou em Março   por culpa de um Passos Coelho que tomou posse em Junho e para trabalhar 17 horas por dia num café, o que no Portugal de merda seria  tema de reportagem no Publico: escravatura.

Jornalismo de clube

Com bandeirinha e apoio de claque, dá nisto.

Munique é sempre que um homem quiser ( 4)

Tudo o que gosto transformo em  brincadeira. O prazer de escrever estas provocações não tem nada  a ver com resultado de logo. Tanto podemos  dar 3 como levar  4. O jogo com grandes rivais é a caça, a presa interessa pouco ( o Pascal sabia muito disto). Por isso tenho pena dos que vivem o futebol com raiva e rancor, mas, enfim, na caça também  há espinheiros. Verei o jogo com meu filho, riremos, gritaremos e, espero, abraçar-nos-emos. O mar é só ondas.
Se tudo corrrer bem, jantarei uma bola de carne transmontana, antiga receita familiar, rematada com um genuíno queijo de Serpa ( um mal-amado), tudo bem envolvido por um duriense despreocupado. Na caça não convém levar grades para casa.

Um saco de vento

Expele generalidades com a gravitas de um comentador de futebol:  é preciso um desigínio, é necessária uma estratégia, falta confiança,  a política de hoje é feita para o triqui-triqui ( sic) etc.
É claro que vai ser mas um burocrata europeu, desses que agora é moda apedrejar, mas disso ninguém fala.

sábado, 25 de abril de 2015

25 de Abril sempre ( 4)

Um  professor da minha filha ( 10ºano),  esta semana, deu  uma aula sobre estas eleições. Explicou tudinho sobre os vários partidos  m-l , mas  quando chegou  ao CDS  deu-lhe para o espírito:  Cagando Dentro da Sanita.

Pedro , o Pequeno

Ou como dizia o príncipe Ippolit,*  c'est que je deteste les histoires de revenants.

(c/licença do Tolstoi)

25 de Abril sempre

Há 40 anos, os portugueses votaram em liberdade apesar dos sectores progressistas do MFA ( ehehehe....) terem apelado ao voto em branco.  Espertos, não é?
Este homem opôs-se: se estivermos à espera que a democracia esteja madura, nunca faremos eleições. Pois claro, se a URSS tivesse durado até hoje, ainda não tinham eleições, isto da maturidade é muito complexo.

Munique é sempre que um homem quiser ( 3)


Aqui há (" à?", não conheço vem os caminhos da fonética estrangeira)  atrasado: 7-3 no Dragão Caixa e 5-1 na Luz: paravéns.  Mesmo sendo hóquei, não sei se hoube algum azeiteiro  a dibidir os jogos pelas partes e a dizer que o FCP  só  perdeu numa.
Vem, não adianta um grosso falar de jogo do título, porque ainda falta tótil de campeonato, mas, se tudo corrrer vem, amanhã  cantamos  os paravéns  ao Pinto da Costa que vai continuar mais uns anos a pôr-se a cavalo num quarto de sêmea.
Não esqueço os nosso amigos do outro lado da circular ( não vi o jogo mas de certeza que foi uma roubalheira perpetrada pelas nalgas): enfiem um carapim e ide dormir.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

25 de Abril sempre

Sei que há muito desconhecimento da anatomia e fisiologia feminina ( se há...), ouço queixas delas há 26 anos, mas nunca pensei que um homem não saiba, através do olhar, se a mama está para amamentar ou para rebolar.

Trio Odemira

Está explicado.
Dificilmente encontraríamos melhores modelos  para  actualização do grande Fialho: Verbos de encher, fantoches de aparato que cerram  fileiras vendo a marmita ameaçada e vão para as secretarias redigir reformas municipais.

A nossa qu'ida cultura

É isto. Uma regateirice que considera uns culpados antes da sentença e outros inocentes antes da sentença, fala nos lavadouros públicos para defender o Manel das Pevides e para zurzir no Celestino das Cabras.
Enche a boca de cultura enquanto esfrega mais umas meias , mas  não mexeu uma palha para fazer obras no Conservatório Nacional.

Duas notas

1) Nunca descobrirão o nexo de causalidade. Porquê? Porque se fosse possível descobri-lo, Sócrates  ter-se-ia ido embora logo a seguir às eleições.

2) Ainda assim, se isto for provado,  é incrível como a comandita socrática não pinta a cara de preto.

Entrevistem o dr Soares

PS também propõe visto prévio.
A tia Inês de Medeiros , num impecável sotaque lisboeta  nasalado,  está a explicar,  enfadadíssima,   que não há multas, só há multas ( para quem não entregar o plano), que não há uma nova comissão, só há uma nova comissão.
O dr Soares arrumava isto muito melhor: se  PS propõe é porque é bom, irra.

Tolstoi e fobias

No  manual de sobrevivência, no Depressão Colectiva.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Com não sei nada de economia, o programa do PS:

Vamos distribuir o que não há, para depois arranjarmos o que falta.

adenda: a boa notícia é que  Pacheco Pereira, cujo programa ideal seria qualquer coisa a meias entre o Garcia Pereira e o major Tomé,   diz ( Quadratura, SIC-N) que o PS fez um enorme favor ao governo.

O charme discreto do fedor de um mundo simples

Apareceu o inevitável marxista de serviço, actualizado em humanista, a explicar que os piratas existem porque  a frota pesqueira capitalista depredou as reservas de peixe  e o pobre  está desesperado. É impressionante  a catatonia mental ( quando não simples agenda) que encontra sempre eco nos jornalistas  alunos do  prof Boaventura. Isto substitui o peixe que era apanhado nas chatas:

Munique é sempre que um homem quiser ( 2)


Bonito, bonito, é repetir no domingo.
Vêm "enraivecidos"? Bem, é cobrir  a mobília e substituir os stewards por veterinários.

Falta orgulho nacional

No início :" terrorismo "porquê? Desconhecem o nosso relevante papel no narcotráfico mundial?
A notícia foi depois sendo corrigida. Claro que não podemos saber o que aconteceu, mas é divertido notar como terrorismo vem antes de narcotráfico num país como Portugal.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Mais cenários: as premissas

Se bem entendo, o PS prevê uma maravilha a partir de Outubro, portanto, estes últimos quatro anos foram um sucesso preparatório?
É só rir.

adenda: rir mais.

Cenário macroeconómico ? Cenário?

Para que raio apresenta o PS um cenário? Não têm fotografias, recortes  de jornais, links?

Munique é sempre que um homem quiser ( 1)

Andrades, vocês  vão melhorar: no domingo só levam três.
Lotopegui: não queremos que se levantem? Que disparate. Claro que queremos. Bem levantadinhos, às 17h, na Catedral. 
O cabotino Sousa Tavares, depois da Académica levar 5 na Luz, disse que a Briosa não tem lugar na Liga. Tem razão. O FCP também não: ligas há muitas, seu palerma.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Qual é o espanto?

Desde os 16 anos a pisar as alcatifas do partido e dos lugares, não percebe que o país mudou. Também é verdade que é acolitado por uma comandita de comentadores e especialistas em twitter, tão arrogantes como vazios.
Não descolar nas sondagens pode ser a melhor coisa que lhe vai acontecer...

Têm toda a razão

O jornalista  e o Pedro Correia. É um campeonato de mentira, bem justificadinho por esta sugestio falsi  manhosa: enche-se uma  equipa  de assalariados  nossos e depois a verdade desportiva é eles não jogarem,  não vão tropeçar e fazer um autogolo. É um argumento impecável.

Cafarnaum e efeito de palco

No manual de sobrevivência, no Depressão Colectiva.

Sou muito estúpido

Aqui há tempos, neste pequeno mundo dos blogues, defendi a Isabel Moreira porque um texto no Malomil  misturava um livro dela com o Tarrafal e com Adriano Moreira.
Lendo isto, no qual a surpresa maior até é a fina inteligência de  considerar uns culpados antes da sentença final e outros antes, mas em que o osso é a mistura da vida privada de uma pessoa com as suas opiniões, conclui que sou estúpido como uma porta.
Nunca me envolvi com seitas. Não sei o que me deu, mas não repetirei.

O eterno retorno

Para quem ainda não se deliciou com Kraus ou Hofmannsthal ( velhos clientes dos meus blogues), nem com Broch ( outro), este pequeno artigo cumpre o proselitismo  esssencial e recorda que não nos devemos deixar levar pelos velhos pavões  de hoje:

"On the other hand, one must also avoid embracing Broch’s view of a complete “vacuum of values” which can be defended only by a philosophy of history which prophesies decay and doom.


segunda-feira, 20 de abril de 2015

Por isso adversários tremem

É  cada exibição de tirar fôlego aos bijagós que nem  vos conto.

Oras...

Imprimir notas, obviamente.

Um último cigarro

Quem não quiser comprar, pode ler aqui este livro de Svevo, La coscienza de Zeno, apadrinhado  por James Joyce. Aqui tem uma pequena nota sobre o genial Svevo. 
A experiência do último cigarro era tão forte que Zeno tentava sempre repeti-la. O próprio autor o fez, à portas da morte, depois de um acidente de automóvel: jurou que seria o  último, mas os médicos não foram na conversa. É inevitável a ligação a Sacher-Masoch: entrega  e domínio, prazer na supensão  do desprazer, mas Svevo adianta uma formulação estelífera: o prazer na certeza  do último prazer.
O livro é muito mais do que fumo.  Foi considerado uma crítica ao vitalismo ( já aqui trouxe  D'Annunzio muitas vezes) italiano  e às  aventuras de Cadorna na  campanha triestina da  primeira guerra mundial.

domingo, 19 de abril de 2015

O direito ao direito

Qual o interesse de Marinho Pinto em revelar isto? Defesa preventiva ou pré-demolição  de Costa?
Se for verdade,  lá teremos  a comandita socrática  a guinchar: ''Tá bem, mandou dar dinheiro ao partido do maluco do Marinho para lixar o Seguro, mas não é crime dar dinheiro, pois não? Vivemos num estado de direito, caramba!".

Vitaminas para o domingo

No manual de sobrevivência, no Depressão Colectiva.

Um mundo longe de mim

Ando cada vez mais pelos antigos sabores, isto não me diz nada. E não é saudosismo, estou convencido de que em breve a tendência recuperará a gentileza, a simplicidade e a verdade na cozinha: One of the pioneers, Heston Blumenthal of the Fat Duck in Bray, England, (who hates the term "molecular") is now doing updated dishes from British history at his new London restaurant named Dinner, like frumenty and salmagund.
Andar pelos antigos sabores é hoje dificílimo. Os produtos autênticos são mais raros do que um centro de jeito do Eliseu, os meus clientes ( família) estão intoxicados pela apresentação masterchef.  Fiz mão de vitela com feijão branco, fígado de vaca de cebolada à lisboeta do tempo dos makavenkos. Fiz soufflées, com as ostracizadas natas ( memória de Maigret-Simenon), e o incrivelmente  abandonado arroz de sardinha. Tachos e tabuleiros  na mesa, os aromas em migração da cozinha para a sala, a comida como ela pode ser.

sábado, 18 de abril de 2015

Não esquecer

O discurso de tomada de posse do Medina: fazer um plano contra as cheias (que não tinham remédio, dizia o ma tante*).

* com licença do Tolstoi

Limpinho, limpinho

É isto.
Depois os populistas são  o Marinho Pinto e o Paulo Morais.

Estamos conversados

O programa passou  e disto nem um cheiro. Programa de análise política? Não têm vergonha nenhuma na cara: no tempo de Seguro dissecavam as sondagens para  arrasar o homem e justificar o coup.

Não é possível

Basta dizer "Não".

Mais uns tapas nas bochechas dos calimeros

Depois da vitória espectacular do FCP sobre  o Bayern -   "Levei logo com duas facadas no coração que me deixaram totalmente desanimado" -, que deixou os calimeros a discutir uma pretensa não sei o quê do não sei quem sobre o Xabi Alonso no 1º golo do FCP, isto:
 "São cartões a mais. É algo que temos conversado. Não vamos retirar a culpa, pois a maior responsabilidade é nossa". Isto vai  é valer-lhe mais umas rosnadelas da banda brunocarvalhense.
Põe-te a verstas, Marco...

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Certamente

Que alguém de cultura e classe nos vai explicar isto. Não sejam miserabilistas.
Desde o clube de Vian et ces copains que não me identificava tanto com  um comité.

Outra sondagem de que não vão ouvir falar:

O Pedro Adão e Silva, no sábado, no Bloco Central da  TSF, vai explicar por que razão Costa tem, um ano depois, o mesmo resultado de Seguro.
Se o moderador puder passar as análises-profecias-certezas, que só um idiota não entendia,  exaradas  há um ano, agradecia muito, obrigadinho.

Chegámos a isto

O Portugal de taberna, tuc-tuc lisboeta, bitaites  e ginginhas:

Um cineasta, que diz que já não há políticos como Roosevelt, sabe de aviónica e  declara que a solução da TAP é muito simples  como disse o Miguel Sousa Tavares num artigo, é deixá-la em paz.

Um dó li tá

Pois claro. Por acaso os doze borda fora eram cristãos. Eu estava lá  e vi. Calhou, estavam todo encostados à amurada a rezar.
Se os doze borda fora fossem todos muçulmanos, teria sido um crime de ódio. Porquê? Porque os muçulmanos nunca se encostam à amurada, rezam no chão virados para Meca.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Asco

As críticas a Carrilho nunca poderiam ser pela sua vida privada, mas, como aqui fiz, pela exposição que ele faz da vida privada enquanto discorre sobre a porno-sociedade  reality show.
Estas procelárias socráticas, quanto tempo teremos ainda de os aturar?

Maria Guinot e ciúmes

No manual de sobrevivência, no Depressão Colectiva.

Muito interessante e totalmente casual

Ao  cabotino  não lhe agrada a eliminação do sigilo fiscal. Deve ser outra coisa de bárbaros justicialistas, como os suecos.

Meu nome é Baptista da Silva

Antes de o albardarem com as profecias falhadas, rebobinem ( como ele diz) e procurem. Encontrarão muitos ilustres aldrabões que escreveram o mesmo e que bem poderiam assinar isto:

O ministro das Finanças da Grécia (Yanis Varoufakis), que conheço muito bem, é um moderado, muito inteligente, um técnico de finanças públicas * do melhor que há no mundo. É um génio. E viu o que lhe fizeram? Só se interessam com a foto dele a almoçar com a família, para o desacreditar e negociar com ele de forma desigual. É como se estivesse a negociar com parceiros que dizem: ‘se não fazes, vais ter que pagar daqui a três semanas’. Como encostar uma espada no seu corpo e dizer: ‘agora vais negociar'”.

Apesar de tudo, prefiro o original.

*  "técnico de finanças públicas" numa empresa de jogos de consola

terça-feira, 14 de abril de 2015

Sem dúvida

Devemos  apostar em personalidades eticamente  densas e transbordantes de classe, como o prof. Carilho: intrépido denunciante da sociedade do espectáculo baratucho.

Gorgulhos

Ontem, na TVi, Eduardo Barroso disse, e repetiu, que este ano o Sporting não tem nenhuma razão de queixa das arbitragens e que está em terceiro  porque desperdiçou pontos em empates caseiros contra os pequenos. 
Não gosto  de adeptos sábios nos clubes adversários, gosto muito mais destes, mas fiquei a pensar que a declaração pode ter tido mais saco do que farinha. Por falar em cabotinos, Sousa Tavares, hoje, na Bola, quer a Académica fora da Liga porque levou cinco na Luz. Como  bom cabotino armado em objectivo, esquece que o Estoril levou a mesma dose no Dragão na semana passada e que a   Académica já ganhou  na Luz com Jesus a  treinador. É um desonesto intelectual até no futebol.

Serra Leoa e Kutuzov

No manual de sobrevivência, no Depressão Colectiva.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

O "agitador de consciências"

O maior, o génio do gozo com a  abstenção violenta de Seguro,  mais o Galamba, o Adão e Silva, os corporativos, os aspirinas,  não esquecendo Pacheco Pereira, devem estar orgulhosos: good job, old boys.
Asneira feita, já arranjaram um culpado para descarregar a raiva: Cavaco, o suspeito do costume.

Um pequeno trambolhão para humanidade, mas um grande salto para o multiculturalismo

Que direito temos nós de dizer aos outros o que querem  destruir? Malditos neocolonialistas.

Em Abril queima a velha ao carro e o carril

Durante  estes últimos quatro anos, uma trincheira, bem funda e variada na sua composição, apresentou dois argumentos:

1) Tudo podia ter sido feito de outra maneira
2) Era preciso renegociar a  dívida

Estes dois  argumentos foram difundidos pelos media ( com a excepção da imprensa económica, essa bête noire) como verdades autoevidentes, ou sejam, não careciam de demonstração. Pelo meio, previsões apocalípticas de revoltas populares, que não se tendo verificado valeram ao povo a alcunha de corno manso.
Para o primeiro argumento bastava mostrar os pobres e os desempregados, para o segundo bastava mostrar os pobres e os desempregados.  Seguindo a regra da table dance, quando se mostra uma coisa esconde-se outra: um país falido  sob resgate, regras claras e duras. 
Para facilitar o trabalho de demonstração das verdades autoevidentes, usaram as venalidades  do governo. Contaram,  a trincheira  e os media panfletários,  com a tradicional perturbação da  memória colectiva: não só qualquer governo  exibe venalidades imensas como outra trincheira ( de Louçã a Portas), a que fez cair Sócrates, se encarregou,  nessa altura, de as procurar no governo do engenheiro Da asfixia democrática à ministra da Educação, passando por um banco fraudulento, o pasto foi verde.
Os juros começaram  a cair e aos subscritores dos manifesto de renegociação da  dívida  nunca mais ouvimos  um pio. Quando chegou o Syriza, a primeira verdade autoevidente ( tudo podia ter sido feito de outra maneira)  foi massajada na trincheira. Agora, os matarruanos, os ignorantes e  os grunhos iam ver como de faz.  Depois a coisa engasgou. Seguindo a velha técnica do  salame de Rakosy, a trincheira alinhou as culpas: Merckel, Portugal e Espanha, o capitalismo mundial.
Nas últimas semanas, descobriu-se uma coisa chamada regras da UE. Os da trincheira não se ficaram: mudem-se as regras. Assim, o que podia ter sido feito de outra maneira era o governo português ter mudado as regras da UE.
Freud dizia que o comunismo era um sistema óptimo, mas que não conseguia sequer imaginar o nível de coerção necessário  para o implementar. Podemos agora  nós  calcular o que teria acontecido ao povo se os seus donos  o tivessem  defendido.

domingo, 12 de abril de 2015

Leões e colinho

No Manual, no Depressão Colectiva.

Idiotices

Um senhor chamado Paulo Pereira de Almeida mistura imbecilmente o modelo inglês de monitorização de pedófilos condenados( já aqui referido vezes sem conta) com  a pena de morte, dando praia livre a textos como este ( que compara a Inglaterra ao país de  Paulo Pereira de Almeida,  aproveitando  para ajustar contas com Marinho e Pinto por causa da parentalidade gay).
Parabéns Paulo Pereira de Almeida, mais uns  como tu e  tudo ficará na mesma.

( sobre o assunto, o melhor texto jamais escrito, a minha edição é da Folioplus, que só contém o texto original de Camus)

"Agitador de consciências"

Este jornal está cada vez melhor.
Depois gozam com os norte-coreanos...

sábado, 11 de abril de 2015

Psychomunist

O comunismo é  a melhor escola psicótica. 
Filhos e irmãos sucedem a pais e irmãos, aprende-se a falar aos dois meses, ex-líderes aparecem sob  a forma de pajaritos, as filhas dos eternos presidentes tornam-se multimilionárias sem sombra de pecado capitalista etc.

Não escapa ninguém aos calimeros

Nem  o Valongo. Insuportáveis.

Recordar é viver: afinal é mujica ou não é?

Escrevi isto há  mais de ano meio:

Poucos ecos da entrevista de Sampaio da Nóvoa ao Expresso. Sobretudo na zona esquerda da blogosfera ( Arrastão, Jugular etc).
O ex-reitor sintetiza muito bem várias coisas  portuguesas – o crescimento artificial, a demência consumista, o centralismo educativo – e sublinha o aspecto simbólico (“no meu primeiro dia como reitor abdiquei de todas as regalias”) , invertendo o olha para o que  digo não olhes para  o que faço.
Depois recentra a austeridade, recusando-a como uma categoria ideológica que derrota os mais fracos. “Novos modos de vida ” e  “temos de viver melhor com menos” , significando que a prosperidade não passa pelo luxo e pelo endividamento ( o tal consumismo frenético que menciona) e que a reforma da  mentalidade antiga é possível.

( os comentários , 41,  são muito instrutivos)

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Esta é a do ano

Sorri e ri muitas vezes com o humor  sardanisco do Pedro Dellile, por isso recordei o passado quando o ouvi dizer isto na televisão.

Para mentir ja se sabe exprimir

Foi por isso que o Bernardo Silva não teve doze ( 12) minutos na equipa principal em jogos do campeonato no ano passado, não foi?

Momento Lara Li

Só não sei por que é que Nóvoa  não deu um grito de alma, de dor excruciante, de peito ferido  etc ( para usar as tamancas que IM costuma usar):

Sei, como Saldanha Sanches soube, que Sampaio da Nóvoa ficou tão incomodado com aquelas provas como alguns dos meus colegas professores que foram abandonando a sala. Sei que o pouquíssimo que pode fazer um mero presidente de júri foi feito, no caso.

Um homem da escola do Arco em Coimbra

Grande Viterbo. A imagem é anti-espectacular: despenteado, meio calvo, gordinho e de bigode.  No outro dia, instado sobre o seu futuro à frente da Académica, o meu companheiro estóico respondeu: "Sei lá. Não sei se estou vivo no fim da época...".
A AAC já joga futebol : sai a jogar e  ataca com critério mas sem medo (são as duas chaves do jogo). Só é pena que os dirigentes tenham precisado de  seis meses.

Mário Machado: quando quiseres matar ( outra vez) um preto ou um gay, não te esqueças de referir a tua situação laboral

Uma mistura de imbecilidade  com fanatismo.
A maldade  só existe se for usada contra minorias étnicas e sexuais.

O charme discreto da burguesia

Agora liderada por um portuense de esquerda.
Confusos? O Pedro Adão e Silva  há-de explicar um dia destes ( quando não tiver dentes), a noticia há-de chegar às independentes SIC, Tvi e TSF ( quando tiverem dentes).

Para os lagartos, que só se safam com o chuveirinho:

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Langue de bois

Deu pena. Ontem, na Quadratura , Pacheco Pereira, o mesmo que na Grécia elogiou o voto autónomo e rebelde, considerou pantanoso  o cenário de várias candidaturas presidenciais  ao arrepio dos aparelhos  partidários ( e tudo porque  isto favorecerá o governo, único prisma pelo qual JPP parece actualmente raciocinar). Os colegas de programa  acenavam  com a cabeça.

Garagens e culpa

No manual de sobrevivência, no Depressão Colectiva.

One wonders

Quem fez Costa mudar de opinião depois do acordo de Coimbra?

Um "fasssista"

O júri que reprovou José Luís Saldanha Sanches tinha António Sampaio da Nóvoa como presidente.
E sobre isto:
"E os juízes do tribunal plenário, que o condenaram, perguntei-lhe. Esses, dizia, não eram verdadeiros juízes. Quem não impede o arbítrio serve a tirania, não faz justiça, não é, por definição, juiz, nem árbitro, é o mal vestido de lei",
andei à procura, há uns anos. Tenho algumas coisas sobre os casos nazi e italiano. Não encontrei nada sobre o destino dos juízes portugueses que depois de 74 saltaram  para a arena democrática: como espontâneos.

adenda: o leitor acrescenta na cixa de comentários ( a reacção foi rápida...)  os detalhes  legais e admnistrativos, como se Nóvoa tivesse sido impedido de falar, protestar, cantar o "Acordai" etc.  É curioso, a Cavaco não perdoam o legalismo, a falta de coragem e de  rasgo, mas a Nóvoa, sim; são as regras e tal.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Recordar o Instituto Territorial, uma espécie de Tecnoforma...

Através do Henrique.

A porta dos fundos

Mesmo no sensacional CM, isto foi um pé de página e  interior. Oito toneladas. Pelas minhas contas,  a segunda maior apreensão de haxixe en route para território  nacional ( continental); esta foi a maior.
Os meios afectos a este tipo de tráfico estão muito longe  de se esgotar em embarcações.  São necessários, como em toda  a narcolândia,   polícias corruptos, magistrados corruptos,  funcionários corruptos. 
Ninguém liga pevide, tudo normal.

Ratos e homens

Depois da perseguição aos cristãos, o ataque aos palestinianos.
Seria divertido, se não fosse trágico,  reler as imbecilidades que os  trolls judeófobos da blogosfera foram escrevendo ao longo destes anos. Estão agora  calados que nem ratos. Chiam baixinho.

Pecadilhos...

O jornal i está muito bom. Participei num dos primeiros  números , na revista que tinham então, com um artigo a convite do Paulo Pinto Mascarenhas. Depois fui perdendo o rasto, mas voltei ao jornal. Os colunistas não são de rasgo, mas o corpo do jornal é bem feito, explora zonas deixadas livres pelos outros.
No número de ontem, António Cunha Vaz defende o general angolano Bento Kangamba contra o Ministério Público português, porque o general é um promotor do desporto e se fez fortuna em Angola é lá com ele. No final do artigo liga o assunto ao caso Sócrates, o que deve ter  obrigado  os amigos do ex PM a beber o calmante directamente  do frasco. Hoje, lendo isto,  aguardo uma prosa semelhante da parte de uma agência de comunicação afecta ao PSD. Terá de incluir: "onde estão as provas?", "inveja", "media loucos".

Madeira e perdas

No manual de sobrevivência, no Depressão Colectiva.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Lá vêm os idiotas das claques

Agora o TC passa a besta , não é?

A cultura, a civilização, o humanismo, o Estado de Direito:

Um elemento da Ordem dos Médicos denunciou hoje que há médicos condenados por pedofilia que continuam a trabalhar com crianças, situação que seria evitada se fosse cumprida a legislação sobre o recrutamento de profissionais em contacto com menores.

Um médico condenado por qualquer coisa relacionada com  homofobia, antisemitismo  ou racismo a trabalhar com gays, judeus ou pretos  e não se ouvia falar de outra coisa durante uma semana.
As  crianças? Cala-te, vigilante incivilizado.

Nova abordagem

Manual de sobrevivência, no Depressão Colectiva.

Je ne suis pas Charlie

Parce que je ne sais pas  où est Afrique.

O Anti-Cristo

Ia descer sobre a Europa.
Quem o  denunciou, com a voz de trovão da incontestada  autoridade moral de quem ganha  a vida a dender o povo nos estúdios de televisão, nas colunas de jornais e nas ventosas esplanadas das pastelarias onde vai gizando novos partidos e plataformas ( para defender o povo),  foi  o doutor Daniel Oliveira:

Não devemos fazer confusão. O FMI e o Fundo de Estabilização Europeu não nos vão salvar. Este empréstimo, a juros usurários e em troca de condições que nos transformariam num país da América Latina dos anos oitenta, não é um gesto de solidariedade. Pelo contrário. Trata-se de isolar o infectado para salvar o países mais fortes e o seu capital financeiro.
A quarentena não salvará o doente, como se vê pelos resultados trágicos na Grécia e na Irlanda.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Disgrace

A Igreja Católica nega o abuso sexual de crianças,  a esquerda  LGBT friendly prevê o linchamento de pedófilos. Nada que nos espante por aí além.
Numa semana de discussão sobre a implementação do modelo inglês de prevenção do abuso sexual de crianças, tivemos, por coincidência,  estas declarações do bispo.  No pasa nada, é tudo assunto de histéricos justicialistas. O Papa Bergoglio , por exemplo, deve ser um dos histéricos.
O assunto presta-se  a curiosos  artigos, como este, emulando  o actual estilo do  dr. Mário Soares, o que se compreende: não querendo saber como funciona o modelo  inglês, a comandita marca o terreno do beau monde e copia.  Acontece que é  no outro lado dos muitos interessados em a abafar o assunto, a esquerda LGBT friendly, que se  pratica o mais epectacular reaccionarismo. Entre muitos outros  exemplos, Ricardo Araújo Pereira, no governo sombra, deu voz ao argumento: listas de pedófilos  afixadas  nos  candeeiros públicos, homens arrancados de casa e despedaçados à paulada.
Neste assunto, como noutros, vemos bem a ideia que os dois projectos  de sociedade têm do povo: o primeiro julga-o burro, o segundo acha-o monstruoso.

domingo, 5 de abril de 2015

Há velhos que fazem filmes aos 105 anos e há os outros:

António-Pedro Vasconcelos escrevia no CM, de quinta feira, que já não há políticos como Roosevelt  nem cineastas como Capra. Soares escreveu no DN que agora  há guerras como nunca houve. Pacheco Pereira  repete à exaustão que já não há políticos como De Gaulle, Sá Carneiro ou Cavaco Silva ( eu sei, o texto já é do século XXI, mas  a velocidade não perdoa).
 Sá Carneiro, foi o  fascista bígamo, Roosevelt foi apelidado de fascista pelo Partido Comunista  Americano dois  meses depois de ser  eleito  e fascistóide pela esquerda liberal por causa disto. De Gaulle, nos maoístas anos 60, foi o alvo de toda a esquerda europeia. Por outro lado, guerras  suaves  e civilizadas foram a  I e a II: do gás mostarda ao gás nazi.
Há duas formas de aceitar a passagem do nosso  tempo:  com raiva ou com elegância.

Domingo de Páscoa

Michelangelo da Caravaggio, A Incredulidade de S. Tomé, 1602

Tu andas nesta sala como um homem
o que para um deus é muito pouco
ainda que por louco alguns o tomem
Tu podias chegar às árvores mais altas
Cuspi-te apunhalei-te
com o punhal de gestos que me deste
e então depois acreditei em ti
que és a única possível companhia

Ruy Belo, Homem de Palavra[s], 1969

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Tantas voltinhas

Ao contrário do que pensam  os bimbos, para o PS socrático ( que ocupa 99% do espaço mediático atribuído ao PS)  aceitar um candidato presidencial de esquerda , é condição sine qua non louvar Sócrates.
Como bem avisei a tempo, o Eduardo dá o mote nestas voltinhas ao carrossel .

Adenda : um politiqueiro ( não político...) profissional, cuja cabeça rachada ao meio daria dois  belos bidés, nunca fez  nada na  vida  a não ser politiquice ( salvo uns cursos de desenho no tempo livre de Bruxelas),  aqui, sem voltinhas.

Uma boa

resposta ao cabotino-mor.

Sexta-Feira Santa

Salvador Dali, O Cristo de S. João da Cruz, 1951

     





                                       




    A meditation on the Passion and Resurrection of Jesus Christ from G.K. Chesterton's The Everlasting Man:
    ...And if there be any sound that can produce a silence, we may surely be silent about the end and the extremity; when a cry was driven out of that darkness in words dreadfully distinct and dreadfully unintelligible, which man shall never understand in all the eternity they have purchased for him; and for one annihilating instant an abyss that is not for our thoughts had opened even in the unity of the absolute;
    and God had been forsaken of God.
    They took the body down from the cross and one of the few rich men among the first Christians obtained permission to bury it in a rock tomb in his garden; the Romans setting a military guard lest there should be some riot and attempt to recover the body. There was once more a natural symbolism in these natural proceedings; it was well that the tomb should be sealed with all the secrecy of ancient eastern sepulture and guarded by the authority of the Caesars. For in that second cavern the whole of that great and glorious humanity which we call antiquity was gathered up and covered over; and in that place it was buried. It was the end of a very great thing called human history; the history that was merely human. The mythologies and the philosophies were buried there, the gods and the heroes and the sages. In the great Roman phrase, they had lived. But as they could only live, so they could only die;
    and they were dead.
    On the third day the friends of Christ coming at daybreak to the place found the grave empty and the stone rolled away. In varying ways they realised the new wonder; but even they hardly realised that the world had died in the night. What they were looking at was the first day of a new creation, with a new heaven and a new earth; and in a semblance of the gardener God walked again in the garden, in the cool not of the evening but the dawn.










Cof cof....

Está  a falar de quem?

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Quinta-Feira Santa

Paul Gauguin, Cristo no Jardim das Oliveiras, 1889
 
 
então sussurrou: um de vós me trairá, e então olharam
todos uns para os outros a ver onde haveria algum
sinal nefando, mas nenhum deles sentiu em si
mesmo qualquer anúncio de crime e culpa,
depois foram dali dar uma volta fora de muros e,
cansados de palavras e passeios, deitaram-se
debaixo de umas oliveiras, e adormeceram,
límpidos e vazios como os desertos derredor,
e toda esta história acabou bastante mal, como aliás
acabam todas as histórias de grupo:
e um deles disse que não, não senhores, ele cá não sabia
nada dessa cabal de mestre e discípulos, nem
participara em reuniões clandestinas, nem queria
derrubar o regime, etc. e tal, o costume,
e todos os outros, de uma ou outra maneira, lhe seguiram o exemplo
 
Herberto Helder, A Morte Sem Mestre, 2014
 


O povo cobarde e amorfo não ouve o dr. Pacheco Pereira nem o dr. Soares ...

e depois  dá nisto:
Apesar da posição que ocupa no Governo, Maria Luís garante que nunca vai às compras acompanhada por um segurança até porque, revela, “as abordagens têm sido todas simpáticas”.

Cada vez melhor

Depois de na semana passada ter dito isto, o mefistofélico Ralha veio hoje dizer que das 300.000 consultas ( gerais) só 100 foram indevidas " e é discutível que o tenham sido".
O rato tem a companhia da peste.

E é um professor

Os marinheiros portugueses  ganzavam-se para  suportar a viagem ( Garcia da Orta ignorava isto), a maconha será um grande negócio se for liberalizada ( pois, só se for...) e  o mundo agora  é um prostíbulo ( a virtude foi enterrada em Woodstock).
Adaptando Kraus a este brasileiro: a itchy scalp is not a brain event.

Veganistas e cruzes

No Manual, no Depressão Colectiva.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

A lista (2)

Compreende-se que a lista de pedófilos gere incómodo, tanto à esquerda como à direita.
A esquerda, que andou meio século a pregar a revolução sexual, vê-se na contingência de reconhecer que, afinal, não é proibido proibir tudo. O facto de a pedofilia ser um "desvio" (palavra-tabu que logo evoca a moral judaico-cristã) compartilhado pela burguesia nem por isso a faz esquecer que a criminalização é um recuo estratégico. Há por aí muitos órfãos de Cohn-Bendit.
A direita também tem os seus fantasmas. A lista levanta questões de direitos e liberdades e a direita tem aquele velho hábito de lhes preferir a segurança ou a defesa da família (dizem eles). Ora, a direita quer-se agora liberal e outro dos seus velhos hábitos, a fraqueza de pensamento, vê-se exposto com dilemas que fogem à cartilha. O caso é demasiado sério para ir à Wikipedia, como fez o Governo. Daí o silêncio ou o embuste.

Da série "A concorrência faz melhor"

O Luís, sempre atento, explica aqui os actuais dilemas da política doméstica e, em particular, os do PS. É mesmo muito difícil que Costa perca as legislativas, mas a vitória não será a marcha triunfal augurada com a defenestração de Seguro. Erros seus (onde é que está o programa?), má fortuna (a recuperação económica), amor ardente (dos socialistas por Sócrates), tudo se conjuga para lhe fazer a vida difícil, mas bastava a Operação Marquês. Diga-se, em abono da verdade, que Costa também já percebeu isto. Por alguma razão deixou a Câmara de Lisboa, uma decisão certamente ponderada há algum tempo, um dia depois da sova na Madeira. É um sinal, para o partido e para o país, de que a campanha começa agora. Se ainda vai a tempo, já é outra história.

E eu que até gostava de o ler

Outro que já percebeu o que aí vem é o Rui Tavares. Os seus últimos artigos no Público, incluindo o de hoje (embora por portas e travessas...), têm um só tema: a necessidade de impedir um Bloco Central depois das legislativas. É evidente que está preocupado com a fatal viragem à direita do PS, em caso de coligação com o PSD, mas não é só isso. Preocupa-o tanto ou mais que Costa ganhe por poucos e que o Livre se torne irrelevante. Para quem apostou tudo numa coligação com os socialistas, legitimamente, não serão boas notícias. Para quem o lê, e se arrisca a apanhar com um Tavares monotemático, também não.