sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Ainda prendem o Otelo outra vez

E tiram-lhe  a reforma:
"A pergunta dirigida ao ministro José Pedro Aguiar-Branco é assinada pela deputada Mariana Aiveca, na qual se refere que Alpoim Calvão é uma figura "controversa da História recente do país", tendo liderado o Movimento Democrático de Libertação de Portugal - "grupo bombista responsável por ataques terroristas contra pessoas e sedes partidárias", descreve a parlamentar".

A condescendência mediática  para com  a hipocrisia saltitante dos nossos revolucionários de pastelaria é entediante, mas  faz parte do jogo: jornalistas, agentes culturais e sociólogos  frequentam  a mesma casa do brincar ao povo.
O duplo padrão dos nossos tarimbeiros e flores de caserna, acolitados pelos janotas em peluda perpétua, já é mais revigorante:  a tropa, de vez em quando , quer descanso das pandur,  dos submarinos e das missões overseas. São tão patriotas e desinteressados  que até lutam para ir lutar lá para fora.

2 comentários:

  1. em vez de filhos possuem cães e gatos, futuro do estado social

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  2. O Otelo fez o 25.A e esteve preso cinco anos, em prisão preventiva, por causa das FP25. Não foi um mau saldo, se descontarmos a originalidade de uma prisão preventiva de cinco anos. O outro, o nosso Beau Geste, não… talvez haja aqui uma diferença. Repara que é uma originalidade da nossa democracia fazerem-se homenagens públicas, patrocinadas pelo Estado, ao tipo, e o resto da extrema direita, ex-governantes e servidores leais, pides, legionários e operacionais vários, serem até condecorados e viverem em doce remanso com pensões intactas, é bom não esquecer. Isso sim, é uma "condescendência" extraordinária, ao nível do regime, não dos comentaristas. Eu, sempre que leio relatos das terríveis sevicias aos do antigo regime nas celas da gnr logo após o 25.A, lembro-me dos filmes do Louis de Funés.

    caramelo

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