"In accordance with that declaration, and in response to your request, we
are prepared to help the Republic of Vietnam to protect its people and
to preserve its independence. We shall promptly increase our assistance
to your defense effort as well as help relieve the destruction of the
floods which you describe. I have already given the orders to get these
programs underway".
Excerto de uma carta de Kennedy a Ngo Dinh Diem ( 14 Dezembro de 1961). Desde 1974, altura em que passámos a poder decidir do nosso destino, temos sofrido uma vietnamização. Quem é vietnamófilo ( pós 45, claro, porque antes também existe muita e boa História) sabe que a vietnamization foi oficialmente obra de Nixon, mas quando lemos o material de JFK (e de Johnson), percebemos que vinha de trás. E o que vinha de trás era uma assistência permanente ao Vietname do Sul para fazer o que ele, e só ele, devia fazer. Mais, sabemos como a história acabou: muito mal para Saigão. Aliás, a vietnamização só foi assumida quando Nixon , entre mandatos, começou a abandonar Thieu e a querer sair do imbróglio.
O FMI assistiu-nos em 1977 e 1983, depois a UE assistiu-nos nos anos 80 e 90, a troika voltou a assistir-nos em 2011. Ou seja, somos permanentemente assistidos para resolver problemas que deveríamos ser nós a confrontar e resolver.
Podem inventar papões alemães, podem culpar o capitalismo mundial, podem dizer o que quiserem: os factos são os factos. É para mim muito estranha essa espécie de patriotismo que consiste em enganar as pessoas de forma continuada, seja por cálculo político, revanchismo ou puro interesse pessoal.
E o mais interessante, caro FNV, é que esse estranho patriotismo, pantomineiro, a que alude, funciona e continua a render. É ópera, da boa, e à borla!!
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