quarta-feira, 2 de julho de 2014

Dicionário português pós-troika ( 11)

"O ( nosso ) estilo de vida":

Dulcíssimo e  com sabor  a framboesa. Significa uma categoria que desmerecemos.
Pode é acontecer que depois não haja nada para comprar com tão extravagante  salário, o que Marlow também constatava.

7 comentários:

  1. como diria Conrad 'a coisa tá negra'.
    o estado social faleceu no começo do milénio III.
    'jaz morto e arrefece', fede,
    mas ninguém deseja pagar o funeral

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  2. "Defende". Salazar "defendeu" a industrialização dos anos 60 que criou o proletariado e classe média que odiava e mais tarde derruba o regime? Há certas palavras que por si só são um equívoco, pior só "aposta".

    XisPto

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    1. Não sei se percebi o que o XIS quer dizer e vou atirar às cegas. O Salazar defendeu mesmo a industrialização. Era preciso nitrato de amónio, sulfatos, zundapps, bicicletas, G3, chaimites e tijolos e mais uma data de cangalhada práquem e além mar. Apesar de tudo, o homem, para ser ditador, tinha que ter um pais a quem ditasse coisas. Não foi a classe média que derrubou o regime. Foram uns tipos de farda que cabiam quase todos num míni (havia assim um concurso). Fazer classe média tem exigência técnicas complicadas e a CUF não tinha alvará para fabricar classe média.

      caramelo

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    2. Do que é a classe média e seus efeitos e por que nuns sítios e circunstâncias se pode falar em surgimento de classe média e noutros não para que se percebam as razões pelas quais a classe média não teve culpa do 25 de abril porque nem estava lá:

      http://www.forbes.com/sites/nathanielparishflannery/2014/06/23/world-cup-economics-why-brazils-bashers-have-got-it-wrong/

      http://www.washingtonpost.com/blogs/monkey-cage/wp/2014/06/10/brazils-protest-paradox/

      caramelo

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    3. Oh diabo, então o homem não tentou preservar o pobres mas honrados de uma sociedade basicamente rural para nos poupar à proletarização e à luta de classes? O Caramelo parece descrever um industrialista convicto. Mas o ponto não é esse. O ponto é que naquela época e com o seu programa fazia sentido o "defender" uma ideia económica para cuja concretização possuía os meios, coisa muito diferente da actualidade. Em rigor, com a globalização e a integração europeia, a maioria dos meios ao alcance naquela época deixaram de existir, as bonitas afirmações de defender isto e aquilo e apostar noutra coisa qualquer são simples frases de marketing eleitoral completamente destituídas de conteúdo.

      XisPto

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  3. "O Caramelo parece descrever um industrialista convicto."

    parece o quê? Ó xis, eu não lhe descrevi nenhuma revolução industrial; leia lá outra vez. E você primeiro diz que a classe média fez o 25.4, agora já teria sido um levantamento de proletários? Está ai uma confusão de conceitos do catano. Explique-me lá isso primeiro, que tratamos do seu "ponto" depois.

    caramelo

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  4. Caramelo: desculpará mas estou interessado no meu ponto, que julgo acabou por ficar claro, não numa ilustração acessória sobre as ilusões de "apostas" e "defesas" que, admito, saiu confusa.

    XisPto

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