sexta-feira, 20 de junho de 2014

A cadeia alimentar



Num primeiro momento, a raiva foi dirigida contra o governo ( atentados, sublevações, insegurança no regresso a casa).
Num segundo momento, a raiva escolheu Cavaco : já que o  povo não se sublevou, Cavaco que tratasse do assunto. Alguns escolheram culpar um  povo de cornos mansos.
Agora  a raiva aponta ao PS.  Vejam como Eurico Brilhante Dias e Alberto Martins , que ainda há um ano eram frequentemente citados no Camara Corporativa, são  tratados: Brilhante é um  parolo em "pacote Maconde" ( note-se o pedantismo) , Martins ( o ex-herói do 17 do Abril) "um parasita"( a linguagem dos neoliberais) .

No meio destes dias de lixo, os cúmplices, activos ou por omissão, aninhados na trincheira. Políticos na reserva e comentadores, que, em ocasiões  normais , galhofariam com a originalíssima  terceira via de A. Costa ( "criar riqueza")  debatem-na agora muito sérios e compenetrados.
O que é notável é tudo isto ser feito sob o manto de da superioridade moral, cultural e política, coisa da qual o predator nunca se lembraria. Por outro lado, se Costa os desiludir, será também, no futuro, um vazadouro da raiva. E disso o predator já se lembraria.

7 comentários:

  1. andam por aí a dizer que o alberto devia aparecer
    com a farda de comandante de castelo da mocidade portuguesa
    para irmos 'cantando e rindo, levados ! levados sim !'

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  2. Caro FNV, devemos, verdadeiramente, consagrar a expressão anos de lixo!! São dias e dias e mais dias! Anos!! Devemos, também, na minha modestíssima opinião de jardineiro, declarar com imoderado desprezo e animados do mais apocalíptico misticismo, dizia, declarar que não mais pintaremos homens sentados em poltronas!!
    Um bem haja,

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    1. É bem verdade. Esta treta das trincheiras tinha de dar nisto. Maconde: o detalhe.

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  3. Deem folga ao jornalismo de trincheira, dispam o manto da superioridade moral, cultural e política e vão ao teatro arejar. Ao Tivoli, por exemplo.

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    1. Ir ao teatro para quê, se já temos o PS?

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    2. dever ser o meu caríssimo Pedro Adão e Silva.
      cheira-me que ele não vai discutir a tenebrosa carta de intenções ao FMI.

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    3. Pedro Adão e Silva? Há muitíssimo pior...

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